O Circo das Ilusões no palco do Gravatá

Jorge Guimarães
De volta à cena, desta vez, no palco do Teatro Gravatá, onde, pela primeira vez a Divina Cia. de Teatro se apresenta. Apresentação esta que será um pré-carnaval, com espetáculo especial inteiro, para reexame a fim de que se introduzam modificações que possibilitem maior participação do público presente. Em dado momento, o público é convidado a escrever o nome das pessoas amadas e os nomes são depositados num vaso onde é plantado sementes de girassóis, ou a repetir os poemas com os atores formando um grande Côro, uma grande festa entre atores e público celebrando o amor.
Espetáculo
Com forte crítica social, o espetáculo surpreende ao mostrar em seu protagonista, uma personagem colonizadora, em um circo que representa o país, revelando a eterna feitoria brasileira; a feiúra de Divinópolis, considerada, segundo a peça, exclusivamente como senzala de trabalho escravo, de empregados para a diversão dos ricos provincianos amendrontados. As apresentações serão neste sábado e domingo, ás 20h, com entrada gratuita.
Luta por espaços
Neste momento, a Divina Companhia de Teatro, luta por um espaço para centralizar suas atividades e pela revitalização de praças e espaços públicos abandonados.
— Como o Centro de Arte, localizado na praça Benedito Valadares, um espaço que foi palco de inúmeros eventos, lançamentos de livro, oficinas culturais e hoje está em estado total de abandono, clamando por limpeza, higienização e um reforma do espaço em plena calamidade social e cultural — desabafa o produtor, Valério Batista Peguin.
De acordo com o produtor, o espaço como está fica na história como exemplo de péssimas administrações na área da cultura, como uma tentativa de seu sepultamento; sendo, ainda segundo ele, os agentes culturais, convidados ao cargo de coveiros dos espaços culturais da cidade.
Título
O Divina Companhia de Teatro possui título de Utilidade Pública e luta pela cidade.
— A cidade agora, pública, lugar de encontro entre artistas de todas as áreas, de mistura de todas as classes e saberes e pontos cardeais. As negociações com os órgãos competentes vão passar pelo crivo do bom senso e por uma possibilidade de contracenação construtiva a partir do momento que entendam que há outras visões urbanas fora e dentro do mercado — segue Valério.
Espetáculo
A direção de arte ficou a cargo de Átila Meireles. Os belíssimos figurinos são de Renato Diaz, Fabiana Souto de Neli Macaia. Paulo Oliveira é o cinegrafista e o Making-off é de Arjuna Meireles. A trilha sonora leva a assinatura de Nathan Sanches e a direção geral é de Neli Macaia.
— O espetáculo foi montado em 1994 pelo Grupo Teatral Os Cínicos, com grande repercussão na época. Mas a direção de Neli Macaia tornou a versão mais rica e atual. O textos são de autoria de Fernando Pessoa, Adélia Prado, Federico Garcia Lorca, Victor Hugo, Pablo Neruda, Robert Frost, Osvaldo André de Mello, Maiacóvski, Herder entre outros sobre o tema amor — finaliza, Peguin
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