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Cultura

“Sempre em busca de respeito”, diz ativista pela causa no Dia do Orgulho LGBTQIA+

Por Portal Agora

Da Redação

 

O dia 28 de junho, ontem, pessoas ao redor do mundo e consequentemente em Divinópolis, se uniram para celebrar o Dia do Orgulho LGBTQIA+. Por meio de reuniões, congressos, palestras ou transmissões ao vivo falas de quem tem propriedade no assunto marcaram a data pontuando a luta pelos direitos e pela igualdade dessa comunidade. 

O Agora conversou com o psicólogo clínico Everton Costa para embasar a discussão que, como ele aponta, deve ser frequente, justamente para reafirmar a importância de respeitar e reconhecer a diversidade.

Além de psicólogo, Everton é ativista pela causa e se reconhece como homem, cis e gay. Ele destaca que a data é exatamente para reforçar a necessidade de combater a discriminação e promover a inclusão em todas as esferas da sociedade. 

—Certamente é uma discussão pertinente e cabível a qualquer hora. O Brasil é hoje o país que mais mata pessoas da comunidade LGBTQIA+ e carrega essa triste marca nos coloca em uma posição de quase obrigatoriedade em discutir a temática sempre com a finalidade de expandir conhecimento do assunto. Quanto menor a ignorância sobre o assunto for, menores também serão os índices de violência— destacou.

 

Origem e História

 

O Dia do Orgulho LGBTQ+ tem suas raízes no movimento de Stonewall, ocorrido em 28 de junho de 1969, em Nova York, Estados Unidos. Na ocasião, frequentadores de um bar chamado Stonewall Inn se revoltaram contra a repressão policial direcionada à comunidade. Esse episódio de resistência e enfrentamento às injustiças foi um ponto crucial para o início do ativismo pelos direitos da comunidade. 

 

Diversidade e aceitação

 

Para Everton, a celebração do Dia do Orgulho LGBTQ+ é uma oportunidade para destacar a diversidade dessa comunidade e promover uma mensagem de inclusão e aceitação. 

—Ela visa justamente combater o preconceito, a discriminação e a violência baseada na orientação sexual ou identidade de gênero— pontuou.

 

OMS

 

Há mais de três anos, em meados de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu a transexualidade da lista de doenças mentais, reafirmando que ser transgênero não é um transtorno mental. A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (CID) manteve a condição como um transtorno mental por 28 anos. 

— Isso significa que, transexuais passaram então, a serem reconhecidos como indivíduos que não mais precisam de tratamento psiquiátrico. Pela nova edição da CID 11, a transexualidade sai da categoria de transtornos mentais para integrar o de “condições relacionadas à saúde sexual”. Um marco, certamente, pois são indivíduos como quaisquer outros. Ainda que, com pequenos avanços, estamos sempre em busca de igualdade e respeito — destacou.

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