2018 tem um afogamento por mês na região

Gisele Souto
Um jovem de 25 anos foi a última vítima da estatística de afogamentos registrados pelo Corpo de Bombeiros até esta segunda-feira, 26. Ele morreu na tarde deste domingo, 25, em um local conhecido como Lagoa da Copasa, à margem da BR-494. Segundo informações repassadas por uma testemunha ao Corpo de Bombeiros, ele teria pulado e logo em seguida começou a se debater. A testemunha disse ainda que jogou algumas garrafas de plástico, para que a vítima segurasse. Porém, não conseguiu.
Os bombeiros realizaram buscas por cerca de quatro minutos e localizaram a vítima a uma profundidade de aproximadamente três metros e a uma distância de cerca de quatro metros da margem. Foram feitos procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar, mas a vítima não resistiu. A Polícia Militar então foi acionada para fazer os procedimentos de praxe.
O terceiro
A ocorrência de domingo foi a terceira registrada pelo Corpo de Bombeiros em 2018. A primeira vítima de afogamento no ano foi um rapaz que caiu de um jet ski no Lago das Roseiras durante o Carnaval. O segundo foi um homem de 46 anos que morreu no último dia 18 em uma lagoa no bairro Padre Herculano, em Divinópolis.
Dicas
O calor excessivo leva muitas pessoas a procurar locais para se refrescarem. Porém, essa diversão muitas vezes se torna perigosa, principalmente se o local não for conhecido pelo frequentador ou se houver algumas práticas não recomendas para a beira d´água. O Corpo de Bombeiros dá algumas dicas.
— Se for nadar, escolha sempre estar perto de um salva-vidas, em especial se estiver com crianças ou pessoas que não estejam tão acostumadas com este lazer.
— Crianças necessitam sempre de supervisão. Os adultos devem sempre estar por perto e monitorando-as. Porém, também são bastante eficazes as medidas educativas, como ensiná-las a nadar desde cedo, além de orientar quanto aos cuidados na água (profundidade, correnteza, bancos de areia e buracos).
— Não consumir bebidas alcoólicas se for entrar na água. São diversos os efeitos colaterais do uso do mesmo e da dificuldade em lidar com esses dentro da água.
— Utilize sempre grades de segurança ao redor da piscina: são muito comuns os acidentes de afogamento com crianças pequenas em piscinas. Cuidado também ao utilizar a bóia, que nem sempre é sinal de segurança. Mesmo com ela, os pequenos devem estar supervisionados por adultos e de preferência, saber nadar.
— Esteja sempre com um telefone celular ou sem fio ao estar perto da água. Caso algum acidente aconteça, é preciso haver uma medida rápida e extremamente eficaz e que não requer treinamento específico: chamar por ajuda.
— Atenção também ao mergulhar em um local raso. Nestes casos são muito comuns os acidentes envolvendo fraturas e lesões graves. Em algumas vezes, em conjunto com o afogamento.
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