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A cultura política e os cargos eletivos na história

Por Portal Agora
A cultura política e os cargos eletivos na história

Ano de eleições, os bastidores já se movimentam, as manchetes dos jornais já destacam as ações e vivências dos políticos. Vamos conhecer um pouco sobre os cargos eletivos e as eleições pela história da humanidade.

Desde a Grécia antiga, as eleições movimentam a população.

As eleições têm uma origem que remonta à antiguidade, com os gregos e romanos realizando processos de seleção de líderes através de votações ou outros métodos. No entanto, as modernas, como as entendemos hoje, têm suas raízes na Idade Média e na Moderna na Europa, com a gradual evolução dos sistemas representativos e democráticos.

Na Grécia Antiga, os políticos eram conhecidos como "cidadãos" e o sistema político era baseado na democracia direta em algumas cidades-Estado, como Atenas. Os cidadãos eram homens adultos livres, com direitos políticos e participavam diretamente das assembleias públicas, onde discutiam e votavam sobre questões políticas e legislativas. Os líderes políticos, como Péricles, por exemplo, eram eleitos para cargos específicos, mas não da mesma forma como entendemos hoje, pois a democracia ateniense era uma forma bastante direta de governo, onde os cidadãos tinham um papel central na tomada de decisões políticas.

O conceito de Senado não era tão prevalente como em Roma. No entanto, em algumas cidades-Estado gregas, havia órgãos semelhantes que desempenhavam funções legislativas e administrativas. Um exemplo disso é o "Boulé" em Atenas. A Boulé era um conselho composto por cidadãos selecionados por sorteio, que atuavam como uma espécie de senado, preparando propostas de lei e supervisionando a administração da cidade. A quantidade de membros e o processo de seleção variavam de acordo com as especificidades de cada cidade.

O Senado Romano era uma instituição política central na República Romana e, posteriormente, no Império Romano. Era composto por membros chamados senadores, que eram principalmente aristocratas romanos. Inicialmente, o Senado era composto por cerca de 300 membros, mas ao longo do tempo esse número variou. Os senadores eram escolhidos entre os cidadãos romanos que atendiam a certos critérios de status social e riqueza.

O Senado exercia uma ampla gama de funções, incluindo a formulação de políticas, a aprovação de leis propostas pelas assembleias, o controle dos gastos públicos e a supervisão das províncias romanas. Os senadores também desempenhavam um papel importante na escolha de magistrados e na condução de relações exteriores.

Durante o Império Romano, o poder do Senado foi gradualmente reduzido em favor do imperador, mas a instituição ainda desempenhava um papel significativo na administração do império e na tomada de decisões políticas.

Ao longo da história, os cargos políticos evoluíram significativamente em termos de sua natureza, poder e estrutura. Aqui está uma visão geral simplificada dessa evolução:

Antiguidade: Nas civilizações antigas, como na Grécia e em Roma, os cargos políticos eram frequentemente ocupados por elites aristocráticas e eram geralmente limitados a homens de certa posição social. A democracia direta em Atenas permitia que os cidadãos participassem diretamente da política, enquanto em Roma, a República era governada por um conjunto complexo de magistraturas e órgãos deliberativos, incluindo o Senado.

Idade Média: Durante a Idade Média na Europa, os cargos políticos frequentemente estavam ligados à nobreza e à realeza. Os reis e monarcas governavam com o apoio de uma classe nobre, e o poder político era altamente descentralizado, com senhores feudais controlando territórios locais.

Idade Moderna: Com o surgimento das monarquias absolutistas e o desenvolvimento do Estado-nação, os cargos políticos tornaram-se mais centralizados. Monarcas e reis mantinham o poder centralizado em torno de suas cortes, embora em algumas nações houvesse conselhos de nobres ou parlamentos que aconselhavam o governante.

Era Contemporânea: Com o advento da democracia representativa e dos movimentos de reforma política, os cargos políticos tornaram-se mais acessíveis a uma gama mais ampla de pessoas. Eleições democráticas, partidos políticos e constituições tornaram-se elementos-chave dos sistemas políticos modernos. Os cargos políticos agora são ocupados por meio de eleições regulares, e os representantes são responsáveis perante o eleitorado.

Essa é uma visão geral ampla, e a natureza exata dos cargos políticos varia consideravelmente de país para país e ao longo do tempo, de acordo com as tradições políticas, culturais e sociais de cada lugar.

Na Idade Média, especialmente no início desse período, as eleições eram menos comuns do que nas formas de governo mais democráticas da Grécia Antiga ou da República Romana. O poder político na Europa medieval era frequentemente centralizado em torno de reis e monarcas, cuja autoridade era frequentemente hereditária. No entanto, houve algumas instâncias de eleições e formas de governo mais representativas em certos contextos:

Eleições dos Reis e Imperadores: Em alguns reinos e impérios, como o Sacro Império Romano-Germânico, os monarcas eram eleitos por um corpo de nobres, bispos e outros líderes influentes. No entanto, essas eleições não eram necessariamente democráticas no sentido moderno, pois o direito de voto estava restrito a uma pequena elite e era frequentemente influenciado por considerações políticas e alianças dinásticas.

Corpos Deliberativos Locais: Em certas cidades medievais, particularmente nas repúblicas comerciais como Veneza e Gênova, as eleições eram usadas para escolher líderes locais e representantes. Essas cidades frequentemente tinham conselhos ou assembleias onde os cidadãos influentes eram eleitos para tomar decisões sobre assuntos locais.

Assembleias e Parlamentos: Em algumas regiões, como na Inglaterra com o Parlamento inglês, houve o desenvolvimento de corpos deliberativos representativos que exerciam alguma influência sobre o governo e podiam ser convocados para aprovar impostos, leis e políticas. No entanto, essas instituições muitas vezes representavam apenas uma pequena parcela da população e tinham poderes limitados em comparação com os monarcas.

Em resumo, as eleições na Idade Média eram menos generalizadas e democráticas do que nas sociedades contemporâneas, com o poder político frequentemente concentrado em uma elite hereditária. No entanto, certas formas de governo representativo e eleições ocorreram em algumas áreas, especialmente em níveis locais e urbanos

As eleições neste ano no Brasil são municipais, para vereadores e prefeitos, e daqui a dois anos deputados, senadores, governadores e presidente. No Brasil contamos com sistema de eleições diretas (que primeiramente aconteceu em 1894  a segunda para presidente interrompida em 1934  por conta da revolução de 1930, voltando a vigorar de 1945 a 1965, interrompidas neste momento pela ditadura Militar, voltando só em 1989 após a luta pelo movimento de 1984 pelas diretas-já, mas essa é outra história para outra coluna).

Divinópolis desde seu primeiro prefeito, Antônio Olímpio de Morais, movimenta o cenário político municipal, estadual e até federal. Hoje possui uma representatividade maior em sua história política, além do prefeito atual, Gleydson Azevedo, e os 17 vereadores, contamos com os deputados estaduais Lohanna França e Eduardo Azevedo, o deputado federal Domingos Sávio e o senador Cleitinho. 

Você já pensou em se candidatar? Ainda está em tempo, me conte.

Tem pauta para a cultura? Envie para welbertonha@gmail.com

Welber Tonhá e Silva 

Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09

Imortal da Academia de Letras e Artes Luso-Suiça em Genebra, cadeira nº C186

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

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