Acidentes aéreos marcam o início do ano no Brasil

Da Redação
O início de 2025 tem sido marcado por tristes incidentes relacionados a acidentes aéreos em diferentes regiões do Brasil. No ano passado não foi diferente. 2024 foi o que teve maior número de desastres da última década com vítimas fatais - envolvendo aviões e helicópteros. Foram 33, com 137 mortes. No total, em dez anos, 650 pessoas morreram em 277 acidentes.
Este ano começou no mesmo ritmo. O último deles aconteceu em Cruzília, no Sul de Minas, na tarde desta segunda-feira. Um helicóptero caiu na área de uma fazenda, deixando três pessoas mortas.
Três mortes
O helicóptero que caiu nesta segunda, foi na área de uma fazenda nesta segunda-feira, quando três pessoas morreram. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de São Lourenço, o piloto, o gerente da fazenda e uma auxiliar administrativa estavam a bordo da aeronave, que pegou fogo logo após a queda.
Uma testemunha que trabalha na fazenda relatou que tentou socorrer as vítimas, mas foi impedida pelas chamas que consumiram o helicóptero. Além disso, a região possui cobertura limitada de sinal telefônico, dificultando as atualizações sobre os trabalhos de resgate.
Pará de Minas
No último sábado, 25, outra ocorrência envolvendo uma aeronave chamou atenção. Após uma pane durante o voo, um avião particular conseguiu realizar um pouso de emergência no aeroporto de Pará de Minas. Contudo, ao tocar o solo, a aeronave foi consumida pelas chamas. O piloto e os passageiros saíram ilesos.
Ubatuba
O episódio mais trágico deste início de ano aconteceu no dia 9 de janeiro, quando um jatinho particular ultrapassou a pista do aeroporto de Ubatuba, no litoral paulista, e explodiu após invadir uma praia. O piloto perdeu a vida e outras sete pessoas ficaram feridas, incluindo três que estavam no calçadão. Entre os ocupantes da aeronave, duas crianças e dois adultos foram resgatados com vida e levados à Santa Casa da cidade.
A aeronave, um bimotor, partiu de Mineiros (GO) e, devido às más condições climáticas, não conseguiu frear durante o pouso. Segundo a Rede Voa, que administra o aeroporto, o avião atravessou um alambrado antes de atingir pessoas na orla.
Investigações apontaram que a aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo, embora estivesse com a documentação de aeronavegabilidade regularizada.
Dificuldades e investigações
Em Cruzília e Pará de Minas, falhas técnicas teriam sido as principais causas; já em Ubatuba, as más condições climáticas e a pista molhada contribuíram para a tragédia.
Os acidentes estão sendo investigados por órgãos como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Civil.
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