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Cultura

Adélia Prado vence prêmio da Biblioteca Nacional e é finalista do Jabuti

Escritora de Divinópolis foi reconhecida na categoria Poesia com o livro “O Jardim das Oliveiras”; resultado do Jabuti será anunciado em 27 de outubro

Por Jonny Reisle · Redação· 2 min de leitura
Adélia Prado vence prêmio da Biblioteca Nacional e é finalista do Jabuti

A escritora Adélia Prado, natural de Divinópolis, conquistou mais um importante reconhecimento nacional ao vencer o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026, na categoria Poesia, com o livro “O Jardim das Oliveiras”. Aos 90 anos, a autora também está entre os cinco finalistas da categoria Poesia da 68ª edição do Prêmio Jabuti, uma das principais premiações literárias do país. O resultado será anunciado na próxima terça-feira, 27, em cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulista.

Premiação

A vitória no Prêmio Biblioteca Nacional, promovido pela Fundação Biblioteca Nacional, foi divulgada na terça-feira, 20. Realizada há mais de três décadas, a premiação reconhece obras de destaque da literatura brasileira e, neste ano, contempla 13 categorias. O livro premiado também concorre ao Jabuti, cuja edição de 2026 recebeu 4.675 inscrições, distribuídas em 23 categorias.

Publicado pela Editora Record em 2025, “O Jardim das Oliveiras” reúne 25 poemas escritos em diferentes fases da vida da autora. A publicação marcou o retorno de Adélia à literatura inédita após cerca de uma década sem lançar um novo livro e reafirmou sua presença entre os principais nomes da poesia brasileira contemporânea.

Na disputa pelo Jabuti, a escritora concorre com outras quatro obras: “A dança áspera das raízes”, de Bárbara Mançanares; “Antes de dar nomes ao mundo”, de Adriana Lisboa; “Boris e Marina”, de Alberto Martins; e “Diáspora não é lar”, de Nina Rizzi. Os cinco livros foram selecionados entre os finalistas da categoria Poesia.

Trajetória reconhecida

Nascida em Divinópolis, Adélia Prado é considerada uma das principais vozes da literatura brasileira contemporânea. Sua produção aborda temas como cotidiano, religiosidade, amor e condição humana. Antes de se dedicar integralmente à escrita, trabalhou como professora durante 24 anos.

Em 2024, a autora recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra, e o Prêmio Camões, uma das mais importantes distinções da literatura em língua portuguesa. A nova conquista da Biblioteca Nacional amplia a lista de reconhecimentos de sua trajetória, enquanto a escritora aguarda o resultado do Jabuti.

Adélia também se recupera de um acidente doméstico sofrido na segunda-feira (19 de outubro), conforme informou o Metrópoles.

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