Análise econômica de 2025

Fim de ano é importante fazer uma análise econômica do ano findo para prever melhor o ano vindouro. Assim, neste generoso espaço que tenho neste decano jornal Agora, que há mais de meio século serve de balizador da economia não só do Centro-Oeste mineiro, mas para toda Minas Gerais também – uma vez que, além de ser apresentado em sua forma tradicional impresso há mais de 50 anos, é disponibilizado on-line, via redes sociais, não só para o Centro-Oeste mineiro, mas para todo o mundo.
A economia brasileira, em 2025, principalmente no primeiro semestre do ano em estudo, até que foi bem, principalmente se considerar que a política pegou fogo o ano inteiro.
No entanto, não foi apenas na política que as coisas ferveram. A verdadeira guerra vivenciada na política brasileira em 2025 contaminou também o Judiciário, que interviu bastante não apenas nas questões jurídicas, como deveria ser, mas a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), órgão maior do Poder Judiciário do Brasil, teve reflexo negativo na economia brasileira.
No entanto, tivemos algo de muito positivo também: o índice de desemprego, que sempre foi alto no Brasil, neste ano foi bem diferente. Há quem diga que o Brasil está vivendo um período de “pleno emprego”.
Exageros à parte, segundo dados divulgados pelo IBGE, em outubro passado o índice de desemprego no Brasil recuou para apenas 5,4%, o que é um percentual bastante interessante para a economia brasileira.
Importante observar que a maioria das boas empresas brasileiras, praticamente de todos os portes, estão à procura de profissionais para contratar e com dificuldade de encontrar principalmente bons profissionais, ou seja, aqueles com idade adequada e com experiência comprovadas.
Por outro lado, a economia brasileira deu novos sinais de desaceleração, com aumento de apenas 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre do ano findo, frente ao segundo trimestre, segundo novos dados divulgados pelo IBGE no início de dezembro de 2025.
Em relação ao mesmo trimestre de 2024, o PIB avançou 1,8%, com crescimento puxado pela agropecuária, pois o segmento teve alta de 10,1%. Já o setor industrial teve alta de 1,7% e o de serviços apenas 1,3%. No acumulado de 2025, o PIB cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2024.
Segundo uma legião de amigos e parceiros economistas e especialistas que tenho o privilégio do convívio e da amizade, o crescimento do PIB — que significa que um país está produzindo mais bens e serviços — geralmente está associado a uma economia mais saudável e produtiva, com elevação do bem-estar geral da população.
Como é sabido, quando o PIB cresce, há mais empregos e melhores salários e condições de trabalho para todos. Mas esse não é exatamente o cenário vivido no Brasil atualmente.
Apesar de haver mais empregos e melhores salários, muitos economistas estão preocupados que o crescimento econômico acelerado possa causar mais problemas do que benefícios ao país no longo prazo.
Em tese, o índice baixo de desemprego é muito importante para qualquer país, pois, se há muitos trabalhadores trabalhando e poucos desempregados, podemos entender que a economia está aquecida, o que realmente é muito bom para qualquer país.
Importante lembrar que, recentemente, quando da pandemia de covid, a taxa de desemprego era de 14%. Então havia muita gente desempregada que precisava ser trazida para o mercado de trabalho. Agora não. Agora o desemprego está em 5,4%. Isso é tudo? Claro que não! Mas é bem melhor do que os 14% de desempregados da época da pandemia. Sejamos otimistas!
Fabiano Cazeca – advogado, administrador, jornalista, empresário, palestrante e deputado federal.
fabianopresidencia@multimarcasconsorcios.com.br
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