Bandido não é herói

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Difícil entender a posição de algumas pessoas que insistem em defender o indefensável. Não existe meio termo para nada... ou o cara é do bem ou não. São as atitudes do homem que determinam como ele quer ser tratado e a forma como encara o mundo e as pessoas à sua volta. Simples assim.
E quando a pessoa em questão é algum atleta, artista, ou qualquer outro tipo de profissional que o coloque em destaque sobre os demais, ele tem mais é que encarar a realidade de outra forma, assumindo que nem sempre sua vontade poderá prevalecer.
Vestindo a carapuça da humildade, o indivíduo, seja ele qual for, tem que assumir suas responsabilidades perante os demais. E os jogadores de futebol, sejam dos grandes clubes ou mesmo dos pequenos, têm mais que um dever, tem é uma obrigação moral mesmo, de enxergar a realidade com os olhos da bondade e da humildade. Eles, mais que quaisquer outros profissionais, são vistos como modelo e copiados por toda uma geração. Qualquer vacilo, vira mania, moda.
Esta é a questão. Agora mesmo, no futebol brasileiro, temos um cara que não é e nem nunca será o cara. É apenas um bandido travestido de jogador, que faz de tudo para aparecer e se impor sobre os demais, sejam companheiros de clube ou adversários. Se liga, Felipe Melo. A expulsão diante do Penharol, quando houve uma briga generalizada, ilustram bem a situação.
E para aqueles que ainda insistem em defender as atitudes tresloucadas do volante do Palmeiras, fica um conselho: levem ele para casa e o coloquem como professor, exemplo para seus filhos. É. Como diz o ditado: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”!
MANGUEIRAS BRASIL
Órfãos há 23 anos
Foi no dia 1º de maio de 1994, há exatos 23 anos, que o Brasil perdeu o maior de todos seus ídolos, um herói para todas as gerações e nações, o piloto Ayrton Senna. Em uma colisão entre seu carro e uma barreira de concreto, enquanto participava do Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália, o Senna do Brasil perdeu a vida e deixou órfãos milhões de brasileiros.
De lá para cá as manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas, perderam a graça. Não há como buscar palavras para explicar àqueles que não viveram esta época, como era gostoso ligar a TV e assistir Senna pilotando seu carro. Era certeza de emoção e vitórias. E isso, meus caros, é um bem que não tem preço.
Uma solução para os pequenos
Entra ano e sai ano, e a discussão é sempre a mesma: como fazer um calendário que mantenha os pequenos clubes em atividade um maior período todos os anos, e não apenas os três, quatro meses, dos campeonatos regionais. Esta é uma medida que carece de urgência, e iria beneficiar a muita gente, dando emprego a profissionais da bola e lazer e alegria a muitos torcedores.
Onde está o problema, então? Por quê os homens não encontram solução para este impasse? Perguntinhas difíceis de responder, né.
O assunto atual, por exemplo, é que a Federação Mineira de Futebol (FMF) queria organizar o Módulo II este ano em um maior período de tempo, e foram os próprios clubes que bateram o pé, que votaram contra no Conselho Técnico.
Atitude incompreensível quando sabemos que a decisão iria beneficiar a muitos profissionais – jogadores ou não – do futebol, mas perfeitamente explicável quando sabemos que a maioria dos clubes do interior vende o almoço para comprar o jantar e não teria como bancar os custos de um torneio mais longo. Se em três meses, já têm prejuízo, o que dirá com seis, oito meses de disputa. Seria é o fim de muitos.
Qual a solução, então? Aí é que deveria entrar a tal de Federação, a que mais arrecada nos estaduais todos os anos – recebe 10% da renda bruta de todos os jogos. Pois é, com toda a grana que arrecada, ela bem que poderia abrir mão de algumas taxas e bancar os pequenos.
Com a palavra os dirigentes da FMF...
A volta da Taça Minas Gerais
Agora mesmo, a notícia que circula na mídia é a de que a Federação Mineira de Futebol, escudada pela posição do Atlético – que decidiu montar o Atlético B, com jogadores Sub-23 – pensa em organizar novamente a Taça Minas Gerais já a partir de 2018, com a presença do Galo.
Realizada 25 vezes, a Taça tem Cruzeiro e Atlético como seus maiores vencedores, com cinco títulos cada. Em seguida vêm Uberaba (3); Villa Nova, Ipatinga, Boa e URT (2); América, Democrata, Uberlândia e Tupi (1).
Mas para que a ideia siga em frente, será preciso que os clubes do interior – Módulos I e II - queiram realmente participar do torneio, e é aí que deve entrar a tal de Federação, oferecendo aos clubes vantagens para participarem da competição. Esta de organizar o torneio e deixar a conta para os clubes pagarem, não vai levar a nada. A federação tem é a obrigação de bancar a competição. E ponto final.
E se eles conseguirem que Cruzeiro e América sigam o exemplo do Galo, montando equipes Sub-23, seria melhor ainda. A ideia é boa e poderia ser a redenção do futebol mineiro.
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