Briga por causa de desodorante

José Carlos de Oliveira
Na partida do meio de semana, contra o São Raimundo, goleada celeste por 6 a 0 no Gigante da Pampulha, um fato no mínimo, curioso chamou a atenção da mídia de todo o Brasil. O torcedor da Raposa, Matheus Eleutério, foi impedido de entrar no estádio com seu desodorante, que acabou sendo “confiscado” pelos funcionários da concessionária que administra o Mineirão.
Após a partida, o torcedor cobrou, via redes sociais, da Minas Arena, um novo desodorante, e a resposta veio recheada de bom humor. Ele ganhou não um, mas uma caixa cheia de frascos de desodorante com a mesma marca do que lhe foi “surrupiado”.
Quem dera se todos os problemas do Mineirão pudessem ter solução tão simples e bem humorada. A vida seria bem melhor para todos.
''Tá ai o @baudocectt! Promessa paga! Os outros são um presente do Gigante. Amigos?'', escreveu o twitter do Mineirão com uma foto do torcedor feliz com uma caixa de desodorante nas mãos.
Acabaram-se as folgas para os atleticanos
Neste início de temporada, ao contrário do que vai acontecer daqui para frente, o técnico Roger Machado teve tempo paz para trabalhar com os jogadores na Cidade do Galo. Com o time 100% no Campeonato Mineiro e jogos apenas nos finais de semana, o comandante encontrou espaço para colocar em prática suas idéias. Além disso, o departamento médico recuperou os principais jogadores e aqueles que estavam jogando não tiveram um desgaste excessivo, comum em todo início de trabalho.
Agora a moleza acabou. Chegou a hora de “a onça beber água”. Para os próximos dias não vai ter folga, serão dois jogos por semana. E a dúvida que fica, para o torcedor, é se Roger irá priorizar algum torneio ou vai com tudo para ser campeão em todos.
Mas tenho para mim que esta dúvida persistirá apenas até a bola começa a rolar na Copa Libertadores. Aí não vai ter erro. O torneio continental terá prioridade sobre os demais. Como dois e dois são quatro, esta também é uma verdade que não dá para questionar.
MANGUEIRAS BRASIL
Ainda é cedo para cobranças?
Bastou o jogo de estreia, com derrota do Guarani para o Nacional de Muriaé, jogando no Farião, no bairro Porto Velho, para os pessimistas de plantão entrar em cena e jogarem para baixo tudo que a diretoria e a comissão técnica do Bugre conseguiram fazer até aqui.
É sempre assim, aqueles que torcem contra, esperam sempre por um vacilo para entrar em cena e esparramar seu espírito pessimista, como se a derrota tivesse sido o fim do mundo, e o fim dos sonhos.
É bom ir devagar com o andor. Se não querem apoiar, pelo menos que atrapalhem. Deixem agir apenas aqueles que
querem fazer a parte que lhes compete. Sem mais e nem menos. Gostar da derrota ninguém gostou mesmo, mas ela também não foi o fim do mundo.
E digam o que quiserem e bem entender. Ainda sou mais Guarani. Acredito, fielmente, que o time vá garantir sua classificação para o hexagonal sem maiores problemas. Elenco, time e treinador ele tem para isso. E tem mais: o Bugre só não irá mais longe se der “zebra”! E ponto final.
Hoje é dia de Guarani em campo
Para a tarde de hoje, no duelo contra o Betinense, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, a receita para o Guarani é uma só: é vencer ou vencer, para afastar de vez as dúvidas e qualquer princípio de crise que possa se instalar no clube.
E não tanto pela situação do time, porque tempo ainda dará para recuperação no Módulo II, mas principalmente e justamente por causa destas “aves de rapina” que sempre aparecem nas derrotas e jogam tudo para desmerecer o trabalho de quem quer que seja. A vitória é importante, sim, para o time, para o grupo comandado pelo Flávio Carvalho, mas mais do que isso, ela é necessária para calar a boca de alguns críticos de plantão. Simples assim.
Hoje sou mais Bugre
Na partida frente o Nacional alguns fatores jogaram contra o Guarani sim, e isso pesou muito nas costas do jovem time que está sendo armado no Farião. Até mesmo equipes mais experientes não suportaram a pressão, porque tem que ser diferente com o Guarani. Menos gente, bem menos.
No duelo frente o Nacional, o Bugre pode não ter feito uma grande exibição. E esta foi mesmo a verdade, mas também não jogou tão abaixo da crítica como muitos querem fazer crer. Até pelo contrário. A derrota foi doída, sim, mas também teve seus atenuantes.
Ficando claro este ponto, resta a Flávio Lopes e seus comandados provarem quem realmente são a partir de agora. E isso já no duelo desta tarde contra o Betinense. Vencendo, retomam o caminho e terão paz para continuar o trabalho. Mas uma nova derrota será o “Ó” e vai é colocar mais lenha na fogueira.
Como sou Guarani, sempre, acredito que hoje começa a entrar em campo o novo Bugre, com a vitória desta tarde sendo apenas a primeira de muitas que estão por vir. Acreditar sempre, este é meu lema!
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