Bruno de volta à cadeia

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Lei é feita para ser cumprida. Certo? Pelo menos é assim que deveria ser, mas no Brasil das “maracutaias” esta não é uma verdade absoluta. Muito pelo contrário. Dependendo da cara do freguês sempre se dá um jeitinho de burlar as leis.
Muita coisa que há de errado hoje no País seria diferente se a justiça fosse realmente para todos. Como não é, temos mesmo é que nos submeter ao humor de determinados legisladores. Em dia ruim, todos em cana. Acordou de bom humor, o cara merece uma segunda chance.
Chega de ladainha. Isso é algo que não podemos engolir. Lei é lei e ponto final. Errou tem que pagar.No caso específico do goleiro Bruno, que deve voltar a cumprir pena nos próximos dias por decisão do STF, ele não deveria era ter sido solto. Se na lei estava escrito que ele tinha que cumprir a pena, por que o soltaram, então?
São estes pequenos detalhes das leis que nunca vou compreender. Não dá para ter duas versões. Seja quem for o culpado, tudo tem que ser feito obedecendo estritamente as leis. Simples assim!
Tem mesmo é que ficar em cana
Como não sou nenhum doutor da lei, e não tenho responsabilidade em fazer com que se cumpra o que é certo aos olhos do homem, posso e devo ter opinião própria, mas nem por isso devo me imaginar como o dono da verdade. Dois mais dois nunca serão cinco. Esta sim é uma verdade.
No caso de Bruno, como de milhares de criminosos espalhados pelo Brasil, eles têm mais é cumprir toda a pena que lhes foi imposta. Se foi condenado a 100 anos, que morra atrás das grades, então. Sem essa de cumprir parte da pena e ganhar a liberdade.
Quando os doutores da lei fizerem com que todos, mas todos mesmo, respondam com o máximo de rigor por seus atos, aí sim teremos um Brasil digno de se viver. O cara vai pensar duas vezes antes de cometer uma asneira.
MANGUEIRAS BRASIL
Esquentam os bastidores do clássico
A reunião de terça-feira, na sede da Federação Mineira de Futebol (FMF), para discutir como acontecerão os duelos decisivos entre Atlético e Cruzeiro, que irão apontar o campeão estadual de 2017, teve de tudo, menos pessoas realmente interessadas em buscar o bem de todos (mas todos mesmo) os torcedores. Cada um puxou a sardinha para o seu lado, nada mais que isto.
A única verdade razoavelmente aceita era a de que as duas partidas fossem abertas a torcedores dos dois rivais, com cada clube tendo o mesmo número de ingressos a seu dispor. Sem essa de 90%, 10%, torcida única. Isto é algo que não se sustenta em parte alguma.
Querem acabar com a violência nos estádios, que façam cumprir as leis e coloquem na cadeia os marginais travestidos de torcedores que infestam nossos estádios de futebol. Não há por que a pessoa de bem ficar privada de um direito seu, simplesmente porque as autoridades se sentem impotentes para coibir a violência reinante no Brasil.
Se este é caso, deveriam fazer isso era em todos os eventos com grande expectativa de público. Mas não é assim, apenas o futebol é o foco, é tirado como exemplo pelas autoridades.
Nos jogos de futebol até a cervejinha é proibida. Nos grandes shows, o cara pode até fumar maconha, que tá de boa. Que se façam cumprir as leis e afastem dos estádios os marginais. Esta é a única medida realmente aceitável.
Atlético sai na frente na decisão
Pelo que ficou definido até aqui, nos bastidores do grande clássico, o Atlético sai na frente e vence as duas primeiras batalhas. No julgamento do pleno, o Tribunal de Justiça Desportiva liberou o atacante Fred, o cara que está decidindo todos os jogos neste início de ano a favor do Galo, para a partida de domingo, com a redução da pena. E na reunião na FMF, não aceitou a sugestão do Cruzeiro de torcida meio a meio nos dois jogos no Mineirão. Este é um direito dos alvinegros, como também é um direito dos celestes brigarem para ter sua torcida na grande final, seja em que estádio for. Novos capítulos devem ser travados nos próximos dias.
Em campo, não há favorito
Enquanto os dirigentes brigam nos bastidores, no campo de jogo os dois times chegam exatamente iguais para a grande final. Mesma pontuação até aqui, com o Atlético levando vantagem apenas no número de vitórias, mas o Cruzeiro entrando para a decisão ainda sem perder. No ataque, o Galo é o melhor. Na defesa, o Cruzeiro.
Jogadores para decidir, os dois têm de sobra. Apenas um pequeno detalhe separa os dois clubes nesta hora de decisão. Enquanto a Raposa tem a semana inteira para treinar, o Galo jogou ontem pela Copa Libertadores. Já na semana que vem, os dois jogam no meio de semana, só que o Cruzeiro no Mineirão, enquanto que o Atlético terá que viajar à Bolívia. E aí, sim, a balança pode pender para um ou outro lado, dependendo do que os times fizerem em campo e do desgaste a que forem submetidos os atletas.
Mas, nada é uma ciência exata, principalmente em clássicos, onde a vontade de vencer supera todas as adversidades. Simples assim, na decisão mineira não há como apontar favoritos.
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