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Carregador portátil no avião: pode ou não pode? Entenda as novas regras

Órgão regulador atualiza diretrizes e proíbe uso dos powerbanks durante os voos; confira o que muda na hora de arrumar a bagagem

Por Bernardo Canedo · Redação· 2 min de leitura
 Carregador portátil no avião: pode ou não pode? Entenda as novas regras

Com a presença cada vez mais indispensável dos celulares no dia a dia, o carregador portátil virou item obrigatório na bolsa de qualquer viajante. No entanto, na hora de embarcar, surge a dúvida que tem preocupado passageiros nos aeroportos: afinal, pode ou não pode levar powerbank no avião? A resposta é sim, pode, mas as regras ficaram consideravelmente mais rígidas após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizar as diretrizes para o transporte desses dispositivos em voos comerciais no Brasil.

Regras na bagagem

A principal mudança diz respeito ao local onde o aparelho deve ser transportado. Os carregadores portáteis agora podem ir exclusivamente na bagagem de mão, sendo terminantemente proibido despachá-los nas malas que vão para o porão do avião.

Caso o voo esteja lotado e a companhia aérea solicite o despacho da mala de mão no portão de embarque, o passageiro tem a obrigação de retirar o powerbank e levá-lo pessoalmente até o seu assento. Além disso, cada viajante pode levar no máximo dois carregadores, desde que a capacidade individual esteja dentro dos limites estipulados.

Dispositivos de até 100 Watt-hora (Wh) — capacidade que abrange a grande maioria dos modelos populares — estão liberados. Já aparelhos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da empresa aérea, enquanto aqueles que superam os 160 Wh estão proibidos de voar sob qualquer circunstância. A recomendação é conferir essas especificações na etiqueta do equipamento antes de sair de casa.

Cuidados a bordo

Outra novidade importante está na proibição do uso desses aparelhos durante a viagem. Mesmo que o celular esteja sem carga, é proibido utilizar o carregador portátil para recarregar qualquer dispositivo eletrônico enquanto a aeronave estiver em trânsito, assim como não se pode ligar o próprio powerbank nas tomadas do avião.

Para evitar riscos durante o voo, os equipamentos também devem permanecer devidamente protegidos contra curto-circuito, mantendo os conectores isolados, guardados na embalagem original ou em capas protetoras adequadas ao longo de todo o trajeto.

Segurança em primeiro lugar

O endurecimento nas normas responde a uma preocupação crescente com a segurança das operações aéreas. O superaquecimento das baterias de lítio tem provocado incidentes graves, como o ocorrido em janeiro deste ano, quando um powerbank explodiu dentro da cabine em um voo que ia de São Paulo para Brasília, forçando os pilotos a realizarem um pouso não programado em Ribeirão Preto.

Com as novas determinações em vigor para evitar novos acidentes, a Anac orienta que os passageiros consultem suas companhias aéreas com antecedência, já que cada empresa tem autonomia para aplicar exigências ainda mais restritivas.

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