Cidade fica 5 semanas sem nenhum caso confirmado de dengue

Da Redação
O município de Divinópolis está a cinco semanas sem registrar nenhuma confirmação de caso de dengue. A informação consta de relatório divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Já os casos notificados, ainda segundo a secretaria, chegaram a menos de 10. “Comparando as primeiras semanas de 2017 com o mesmo período do exercício [ano] anterior, a queda nos casos notificados foi de 98,15%”, informa nota divulgada pela prefeitura.
O relatório cita nove casos suspeitos nas primeiras cinco semanas de 2017. A primeira semana teve o maior volume de notificações, com três. Já na segunda e na terceira semana, foram dois cada uma e, nas últimas duas semanas, um caso em cada uma.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, nas cinco primeiras semanas de 2016, já havia 486 casos sendo investigados e 393 confirmados.
Explicação
De acordo com o supervisor geral do Controle de Endemias, Juliano Cunha, dois fatores influenciam no número de casos de um ano para outro. Os anos em que há registros de grande volume de casos confirmados da doença, com óbitos, e em que se caracteriza epidemia de dengue ocorrem quando surge um novo tipo de vírus, para o qual a população não está imune.
– Nestes anos, as ações de prevenção são intensificadas e a população também se empenha e participa mais do combate ao mosquito. No ano seguinte, com boa parte da população imune ao novo tipo de vírus e as ações preventivas realizadas pelo poder público com apoio da população, a tendência é a queda no número de casos – explica.
O supervisor alerta que, mesmo com a queda no número de casos, é necessário continuar com a prevenção.
– As ações do poder público continuam frequentes e intensas, pois temos focos do mosquito ainda sendo encontrados por toda a cidade. Mas as ações do poder público não surtem efeitos sozinhas, pois mais de 90% dos focos do mosquito em Divinópolis ainda são encontrados dentro das casas. Os moradores têm de continuar com as ações preventivas, não podemos baixar a guarda – ressalta Juliano.
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