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Cleitinho critica decisão da CPMI do INSS que barrou convocação de irmão de Lula

Por Bruno
Cleitinho critica decisão da CPMI do INSS que barrou convocação de irmão de Lula

Lucas Maciel

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, nesta quinta-feira, 16, os requerimentos que pediam a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os pedidos foram derrubados por 19 votos a 11, após votação separada de 11 requerimentos que tratavam do tema. Frei Chico é diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades investigadas por suspeita de participação em um esquema de fraudes bilionárias no INSS.

Governistas articularam para barrar a convocação, enquanto a oposição defendia a oitiva do dirigente sindical, alegando que ele poderia contribuir com o esclarecimento das denúncias apuradas pela comissão.

Investigações

Na mesma sessão, a CPMI também retirou da pauta, por acordo entre governistas e oposicionistas, os requerimentos que pediam a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT).

A comissão deve analisar ainda o pedido de prisão preventiva de Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindnapi, que foi ouvido na semana passada, mas se recusou a responder à maioria das perguntas dos parlamentares.

O Sindnapi foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no dia 9 de outubro. Nesta semana, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de cerca de R$ 390 milhões em bens e valores ligados à entidade.

Quem é? 

José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é um dos 17 irmãos do presidente Lula. Aos 83 anos, ele atua como dirigente sindical e foi um dos responsáveis por apresentar o irmão ao movimento sindical ainda na década de 1960, quando Lula passou a atuar no ABC Paulista.

Frei Chico é natural de Pernambuco e mora atualmente em São Caetano do Sul (SP). O apelido “Frei” teria sido dado por Maurício Soares, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, em referência à sua calvície.

Cleitinho

Durante entrevista concedida ao Jornal Agora na última sexta-feira, 10, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) comentou sobre o caso e defendeu que o irmão do presidente também fosse ouvido pela CPMI.

— Eu acho que ele deveria ser ouvido também. Assim como se fosse o irmão do Bolsonaro, o meu irmão, é só para esclarecer — afirmou o parlamentar.

O senador também destacou a necessidade de isenção e disse que o foco deve estar nas causas estruturais das irregularidades investigadas.

— Temos que cortar o mal pela raiz. Eu não acho que o Lula, o Bolsonaro, o Temer tenham culpa disso. É uma coisa que já estava enraizada. Agora, a gente precisa focar na raiz do problema — declarou.

Contexto

Instalada para investigar suspeitas de fraudes em concessões de benefícios previdenciários, a CPMI do INSS reúne deputados e senadores e tem promovido oitivas de dirigentes de entidades sindicais e servidores públicos.

O objetivo é apurar o suposto uso indevido de recursos e favorecimento político em convênios firmados com o INSS. A comissão ainda deve ouvir novos depoimentos nas próximas semanas, incluindo Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), entidade também investigada.

Estrutura

A CPMI do INSS é composta por 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes. O colegiado tem prazo de 180 dias para concluir as investigações, analisando documentos, quebras de sigilo e depoimentos de ex-dirigentes da Previdência.

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