Coluna Batendo Bola (12/11/2019)

Ficou devendo
O duelo entre Cruzeiro e Atlético está entre os maiores clássicos do Brasil e da América do Sul. E, ao longo de décadas, os dois times mineiros presentearam suas torcidas com grandes jogos e atuações de gala de seus jogadores, o que faltou na partida do último domingo, válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Teve de tudo no Mineirão, menos espetáculo de futebol.
Deu calo
Com as duas equipes fazendo uma temporada abaixo de sua história, o que se viu na partida do fim de semana foram dois times sem nenhuma inspiração e que nada fizeram para merecer mais do que o 0 a 0 do placar final. Jogo para dar calo nos olhos e ser apagado da memória das duas torcidas.
Vexame
Para ser lembrado ficou apenas o mau exemplo das duas torcidas, com as organizadas dando, novamente, vexame e protagonizando cenas de terror no Mineirão e nas imediações do estádio. Uma afronta sem tamanho, que, mais uma vez, fica na conta das autoridades, que nada fazem para conter a violência dentro e fora dos estádios.
Sem desculpas
E que não venham agora transferir responsabilidades. Os clubes e os organizadores dos jogos nada podem fazer se a Justiça insistir com sua covardia, sem coragem para punir adequadamente aqueles que provocam tumultos em jogos ou eventos públicos. A falta de ação das autoridades é que dá coragem a estes marginais, que podem ser chamados de tudo, menos de torcedores.
Briga interna
No caso da torcida do Cruzeiro, não dá para engolir a falta de ação da Justiça. Há tempos as autoridades têm conhecimento de que as organizadas da Raposa – Pavilhão Independente e Máfia Azul – estão às turras e se dirigem aos estádios com a clara intenção de se provocar e partir para a briga. E, se sabem disso, como este pessoal ainda está solto?
Se a Justiça punir uma meia dúzia com uns bons anos atrás das grades, tenho certeza de que apagará o “fogo no rabo” dos demais. Esse é o único caminho. Todo o resto é conversa para boi dormir.
MANGUEIRAS BRASIL
Leandrão é desfalque
Nas últimas temporadas, o Guarani começava a se armar para os campeonatos sempre com um nome certo entre os contratados: o goleiro Leandro, um dos que se salvaram no rebaixamento deste ano para o Módulo II.
Ídolo da torcida alvirrubra, Leandrão já é carta fora do baralho para o estadual de 2020. O goleiro assinou com o Nacional de Muriaé, que será comandado no Mineiro pelo técnico Gian Rodrigues.
Amistosos ‘caça níqueis’
A seleção brasileira faz na sexta-feira, 15, frente a Argentina, e na terça-feira, 19, frente a Coreia do Sul, seus dois últimos jogos do ano, em busca de resultados para aplacar a ira da torcida. Há quatro partidas em vencer, desde a conquista da Copa América, o time canarinho vem decepcionando os brasileiros, não somente pelos péssimos resultados em campo, mas por tudo aquilo que a equipe não faz dentro do gramado: não joga e nem dá espetáculo.
Para patrocinador
E esta é a verdade. O Brasil faz jogos caça níqueis apenas para agradar seu patrocinador, amistosos que nada acrescentam de produtivo ao time canarinho, que, mesmo enfrentando adversários de qualidade duvidosa, consegue mostrar algum futebol. Tirando a Argentina, adversária desta sexta-feira, o Brasil só tem enfrentado equipes sem nenhuma expressão no futebol mundial.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
