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Com programações até setembro, ‘Ano JK’ marca 50 anos da morte do ex-presidente

Com programações até setembro, ‘Ano JK’ marca 50 anos da morte do ex-presidente

Da Redação

Cinco décadas após a morte de um dos personagens mais marcantes da política brasileira, Minas Gerais abre uma programação extensa para revisitar sua trajetória e impacto no país. O governo estadual lançou o chamado “Ano JK”, uma agenda cultural que se estende de março a setembro e propõe uma releitura do legado de Juscelino Kubitschek por meio de exposições, debates, ações educativas e apresentações artísticas em diferentes cidades.

O lançamento ocorreu no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e reúne instituições culturais e órgãos do estado. A proposta é destacar a contribuição de JK para o processo de modernização do Brasil, especialmente em um momento simbólico que marca os 50 anos de sua morte, completados em 2026.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais e o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Programação distribuída

A agenda do “Ano JK” reúne atividades variadas, como exposições, palestras, mostras de cinema, concursos literários e ações educativas. Os eventos serão realizados em espaços que integram o Circuito Liberdade, além de outras instituições culturais.

Entre os locais previstos estão o Palácio da Liberdade, a Biblioteca Pública Estadual e o Arquivo Público Mineiro, que devem receber parte das atividades ao longo dos próximos meses.

Um dos primeiros eventos anunciados foi a visita mediada “JK: Mineiridade e Modernismo”, realizada no Palácio da Liberdade, com proposta de discutir a relação entre identidade mineira e o projeto político e cultural liderado por Kubitschek.

Arte e memória

O Palácio das Artes terá papel central na programação, inclusive por sua própria ligação histórica com JK. Em 2026, o espaço completa 55 anos e recebe ações que destacam essa relação.

Entre os destaques está o lançamento de um livro sobre a história do complexo cultural e uma exposição com croquis do arquiteto Oscar Niemeyer, reforçando o diálogo entre arquitetura, cultura e política no período desenvolvimentista.

Também está prevista a mostra de cinema “JK e o sonho moderno”, no Cine Humberto Mauro, com exibição de filmes que abordam o contexto histórico da modernização brasileira, nos dias 29 e 30 de abril.

Pampulha e Brasília em debate

A programação também inclui atividades ligadas ao patrimônio histórico. O Iepha-MG vai promover, em junho, a exposição “Minas Moderna: Patrimônio e Futuro”, tomando como referência o Conjunto Moderno da Pampulha.

O espaço, projetado durante a gestão de JK como prefeito de Belo Horizonte, será ponto de partida para discussões sobre modernismo, identidade e políticas públicas.

No mesmo período, o Arquivo Público Mineiro deve apresentar uma mostra documental sobre a construção de Brasília, reunindo registros históricos ligados ao projeto que marcou a gestão do ex-presidente.

Encerramento 

A programação será encerrada no dia 12 de setembro, em Diamantina, cidade natal de JK. O evento final contará com a estreia da ópera inédita “Chica”, produzida pelos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.

Após a apresentação em Diamantina, o espetáculo terá novas récitas nos dias 23, 25 e 27 de setembro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

Outras ações

Ao longo dos meses, outras instituições também integram a programação. O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais prevê homenagens, palestras, exibição de documentário e seminário acadêmico sobre a trajetória de JK, além de uma missa em sua memória.

Já a Biblioteca Pública Estadual prepara a exposição “JK: Muito além de seu tempo”, com recortes da imprensa sobre diferentes momentos da vida pública do ex-presidente.

A Casa Fiat de Cultura também participa com uma mostra prevista para julho, abordando o processo de industrialização do país durante o período desenvolvimentista, com foco no setor automobilístico.

Revisitação

Com atividades distribuídas ao longo de seis meses, o “Ano JK” propõe uma revisitação ampla da trajetória de Juscelino Kubitschek, conectando memória, cultura e debate público.

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