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Copasa inicia 2019 prometendo ETE para 1º semestre, mas encerra com 5º adiamento

Por Portal Agora
Copasa inicia 2019 prometendo ETE para  1º semestre, mas encerra com 5º adiamento

Da Redação

Uma das maiores promessas para Divinópolis, em 2019, era enfim a entrega da Estação de Tratamento de Esgoto do Rio Itapecerica (ETE Itapecerica). Em fevereiro deste ano, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que mais de 85% da estrutura estava pronta e o projeto deveria ser entregue ainda no primeiro semestre. De acordo com a empresa, a obra já estava em fase final de urbanização, com a execução da rede de energia elétrica interna e pavimentação das vias da unidade. Porém, isso não saiu do papel.

Pelo contrato, a Copasa deveria ter concluído a ETE em dezembro de 2016 e entregado já em funcionamento em janeiro de 2017. De acordo com o primeiro cronograma, divulgado em 2016, após uma audiência de conciliação realizada na Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae), entre a companhia e o ex-prefeito de Divinópolis Vladimir Azevedo (PSDB), em agosto de 2016, a obra deveria ter sido concluída em dezembro de 2018.

Na época, a companhia alegou na reunião de conciliação ter tido diversas dificuldades, entre elas questões jurídicas e a liberação do licenciamento ambiental. Em setembro de 2016, a Copasa chegou a anunciar o início das obras, porém a construção ficou na terraplanagem por pouco mais de um ano e só foi retomada no fim de 2017. A então presidente da Companhia, Sinara Inácio Meireles, chegou a visitar a construção em 21 de dezembro daquele ano e reafirmou o compromisso de entregar a estação em dezembro de 2018.

Atrasos

A justificativa para a obra não ter sido entregue no fim do ano passado era de que houve atrasos devido a problemas com fornecedores. Logo após o anúncio de que a ETE seria entregue no primeiro semestre deste ano, o prefeito Galileu Machado (MDB) chamou o então superintendente da Companhia, João Martins, para “prestar esclarecimentos” sobre o atraso da obra. Um conselho gestor foi criado pelo chefe do Executivo em abril, com o intuito de acompanhar o contrato que a Prefeitura tinha com a Copasa. O conselho tinha como a missão acompanhar e fiscalizar todas as ações executadas pela companhia na implantação do sistema de saneamento, apontando irregularidades e mecanismos que possibilitem correções na execução do programa de saneamento da cidade.

Mais adiamentos

Apesar da criação do Conselho Gestor, a companhia adiou mais uma vez a entrega da ETE. Em agosto, a estatal anunciou que a estação seria concluída somente em novembro deste ano. Desta vez, a justificativa era que os testes já haviam sido autorizados pela Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram), mas a empreiteira contratada para realizar o serviço estaria mobilizando a equipe para começá-lo ainda em agosto e a previsão de conclusão era somente em novembro.

Foi em meio a protestos, insatisfação da população, recomendação de rompimento de contrato expedida pelo Ministério Público e a Prefeitura afirmando que não tinha interesse em romper o convênio com a empresa, que a companhia anunciou em novembro, mês em que a obra deveria ser entregue, o quinto adiamento da inauguração. A justificativa desta vez era que a estação continuava em fase de testes e a Supram havia estendido o prazo desta etapa por mais 120 dias. Somente após este período, a ETE seria entregue. Assim, a estação só deve entrar em funcionamento em março de 2020.

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