De olho na economia brasileira

Em todo mundo, a economia tem seus inimigos característicos. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, esses inimigos são em maior número os mais cruéis.
Mas, não podemos ser injustos ao não dizer que em se tratando de inflação no Brasil, nos últimos anos, ela tem mantido percentuais em patamares menos agressivos como há algumas décadas.
No entanto, estamos muito longe dos patamares inflacionários das grandes nações mundiais que, às vezes, suas taxas inflacionárias são até negativas. Não estou dizendo aqui que inflação negativa seja a melhor opção. Penso que o ideal, para a maioria dos países, seja uma inflação baixa.
Em 2025, a economia brasileira tem apresentado um cenário variável, com desaceleração do crescimento, mas com um Produto Interno Bruto (PIB) se posicionando de maneira satisfatória e, pelo menos até agora, o saldo comercial é positivo. Isso é muito importante!
Contudo, ao contrário de 2024, em que o PIB apresentou crescimento de 3,4%, o crescimento do primeiro trimestre de 2025 foi 1,4% e até o fechamento desta coluna, oficialmente, as autoridades monetárias ainda não haviam divulgado nem o PIB do segundo trimestre de 2025. A expectativa é de que o do segundo trimestre fique próximo ao do primeiro.
Neste diapasão, a expectativa dos especialistas do mercado é que a balança comercial de 2025 seja positiva também. Isto porque o Brasil tem um Agronegócio e uma Mineração muito fortes e isso eleva sempre as exportações brasileiras.
Porém, o País tem alguns inimigos que sempre prejudicam a questão da economia e inflação que são as altas taxas de juros. Um dos grandes problemas do Brasil, que inclusive já foi objeto de críticas minhas nesta coluna, é a questão dos juros altos.
O fato é que realmente, esta questão dos juros altos no Brasil, parece ser algo sem fim, pois, quando o presidente do Banco Central do Brasil era Alfredo Campos, que fora indicado pelo presidente anterior, o atual Lula o criticava demais pelo fato dele manter a taxa de juros (Selic) alta.
No entanto, o atualmente o presidente do BCB, Gabriel Galipolo, foi indicado pelo presidente Lula e, ao contrário do que se esperava, em vez de baixar os juros, aumentou e muito, se encontrando atualmente em 15% ao ano.
Agora, a pergunta que não quer calar, a quem interessa essas taxas de juros tão altas? Quais são os verdadeiros inimigos da economia? Os empresários? Os produtores? O povo? Claro que não! A resposta é muito simples! O presidente Lula sabe disso! Juros altos só interessam aos banqueiros e aos agiotas. Por que não combater? Fica aí esta indagação para os mais sábios e corajosos.
Fabiano Cazeca - Administrador, empresário, advogado, jornalista e apresentador de TV.
fabianopresidencia@multimarcasconsorcios.com.br
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