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Divinópolis celebra 114 anos com primeira prefeita da história

Por Bruno
Divinópolis celebra 114 anos com primeira prefeita da história

Da Redação

Os 114 anos de Divinópolis têm um gosto especial na política. Pela primeira vez na história, uma mulher está à frente da cidade do Divino no aniversário da cidade. Trata-se de Janete Aparecida (Avante), que chegou ao poder após a renúncia de Gleidson Azevedo (Republicanos).

Outras importantes mulheres trilharam um caminho de protagonismo feminino na política divinopolitana ao longo dos anos. A Câmara Municipal teve, em sua história, 8 vereadoras. Duas delas chegaram a ser vice-prefeitas.

Ivone e Dorzinha

A pioneira no Legislativo local foi Ivone Guimarães, em 1976. Ela foi eleita pelo extinto Partido Arena, com 930 votos.

Em seu mandato, ocupou, em 1977, a Secretaria da Mesa Diretora e concorreu à Presidência em 1980. Participou, em todos os seis anos de mandato, das comissões permanentes de Justiça e Redação, e de Educação, Cultura e Direitos Humanos.

Maria das Dores Manoel, “Dorzinha” como era conhecida, foi eleita em 1988, com 548 votos. Posteriormente, também venceu as eleições de 1996, com 807 votos, e em 2000, com 816 votos. É a vereadora com mais mandatos na história.

Atuou efetivamente na Comissão de Educação, Ciência e Cultura como membro, secretária e presidente, em várias ocasiões. Alcançou o posto de vice-presidente da Mesa Diretora e, por três vezes, foi primeira-secretária. Teve atuação destacada na função de Secretária do processo de elaboração da Lei Orgânica Municipal em 1990 e na revisão geral de 1998.

Eliana e Heloísa

Eliana “Piola” Ferreira Glória e Silva foi eleita pelo PTB em 1988, com 714 votos, e pelo PDT, em 2000, com 1.024 votos. Em seu primeiro mandato, foi relatora do processo de elaboração da Lei Orgânica do Município, em 1989, e vice-presidente da Mesa Diretora (1992).

No segundo mandato, participou das Comissões Permanentes de Administração, Obras Públicas, Serviços Urbanos, Habitação, Indústria e Comércio; de Ética; e de Direitos Humanos e Cidadania. 

Heloísa Vieira Cerri foi eleita pelo PV em 2008, com 2.094 votos. Suas atuações como vereadora foram duramente hostilizadas por seus pares, por causa do idealismo de querer acabar com privilégios administrativos que achava incorretos. 

Sua atuação foi predominantemente fiscalizadora, com proposições voltadas para a oficialização de efemérides locais, alteração em legislação, matérias polêmicas de controle social e segurança pública.

Janete e Lohanna

Janete Aparecida Silva Oliveira foi eleita pelo PSD no pleito de 2016, com 1.778 votos. Ela nasceu em Brumadinho, em 3 de maio de 1975, e se mudou ainda criança para Divinópolis, onde cresceu no bairro Alto São Vicente. 

Teve uma atuação enérgica e de forte oposição/fiscalização na Câmara Municipal como vereadora. Seu protagonismo no Legislativo abriu portas para que, posteriormente, ela alcançasse o Poder Executivo, tornando-se vice-prefeita de Divinópolis.

Lohanna Souza França Moreira de Oliveira foi eleita com 5.462 votos – a maior votação da história da Câmara entre homens e mulheres. Sua passagem no Legislativo foi de forte repercussão e fiscalização na Câmara de Divinópolis, com foco em educação e cultura. Seu desempenho no município a projetou para o cenário estadual, sendo eleita deputada estadual em 2022.

Ana Paula e Kell

Ana Paula de Oliveira Freitas, mais conhecida como Ana Paula do Quintino, foi eleita pelo PSC em 2020, com 957 votos, e reeleita pelo Avante para o segundo mandato consecutivo, com 2.487 votos. Foi a vereadora responsável por reabrir o Restaurante Popular, ajudou na construção da nova sala de espera da UPA Padre Roberto e destinou mais de R$ 10 milhões para Divinópolis. Também se destacou como líder do governo na atuação entre Executivo e Legislativo. Presidiu, ainda, a Comissão de Assistência Social.

Kell Silva foi eleita pelo PV, com 2.195 votos. É professora de história, sociologia e história da arte na rede pública e privada, mestra em cultura e identidade pela UFSJ e doutora em história social da cultura pela UFMG. Na Câmara, tem pautado seu mandato na defesa das classes sociais menos favorecidas.

Vice-prefeitas

Duas mulheres chegaram a ser vice-prefeitas na história do Município. Dona Maria Martins, mãe do ex-deputado Jaime Martins, foi vice de Galileu Machado em 2000, e Janete Aparecida, de Gleidson, em 2020 e 2024. 

Primeira prefeita

Janete foi empossada na Prefeitura em março deste ano. Em sua fala de posse, ela destacou o simbolismo do momento e a responsabilidade que acompanha a nova missão. 

— É uma responsabilidade que carrego com respeito, coragem e compromisso com a nossa cidade — afirmou.

A prefeita ressaltou que dará continuidade aos projetos estruturantes já iniciados, com atenção especial às obras de infraestrutura e às políticas públicas em andamento, ao mesmo tempo em que pretende implementar ações que reflitam sua visão de gestão.

No enfrentamento à violência doméstica, Janete anunciou a criação da Casa da Mulher, espaço que reunirá serviços integrados como atendimento psicológico, assistência social e Delegacia. 

— Precisamos enfrentar essa realidade com estrutura, acolhimento e ação. A Casa da Mulher será um passo importante nesse caminho — disse.

VEREADORAS (1)
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