Divinópolis registra mais incêndios até o momento do que o ano todo de 2023

Da Redação
Altas temperaturas, umidade baixa e ventos. Fatores que nesta época do ano são a combinação perfeita para os incêndios, que afetam quase todo país, Minas Gerais, e Divinópolis não é diferente. Segundo os dados coletados pelo MapBioma, a cidade queimou cerca de 195 hectares somente entre os meses de maio e agosto. Mais que o dobro de todo ano passado, quando 73 hectares foram afetados. Os dados apontam uma porcentagem de 167% a mais de queimadas até agora, em comparação ao ano de 2023.
Segundo o monitor de incêndios MapBioma, somente em julho foram computados incêndios em 159 hectares da região. Isso sem contar que o monitor ainda não computou os dados de agosto. Mês, que segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil registrou 68.635 focos de queimadas.
Além disso, os efeitos da situação estão afetando, além do meio ambiente, a saúde da população.
Meio ambiente
Um dos efeitos vistos a olho nú dos resultados alarmantes das queimadas, é o pôr do sol de cor e à noite, a lua com a mesma cor. Apesar da vista ser linda, não é normal que os elementos tenham essa coloração por tanto tempo, conforme especialistas.
Ainda segundo os meteorologistas do Climatempo, com o aumento das queimadas em áreas florestais e rurais, grandes nuvens de fumaça são formadas e acabam combinadas com o calor intenso registrado nos últimos dias, assim acontece um bloqueio atmosférico que está diretamente relacionado com a qualidade do ar e coloração do céu.

O órgão explica que a presença de uma massa de ar seco estabilizada impede a dispersão dos poluentes, que ficam retidos nas camadas mais baixas da atmosfera. Essas partículas em suspensão intensificam a concentração de poluentes e alteram a tonalidade do céu, especialmente ao entardecer.
Continua explicando que a poeira e outras partículas no ar atuam como agentes de dispersão da luz, ou seja, favorecem a propagação de tons alaranjados e enfraquecem a luz azul. É isso que explica o "espetáculo de cores" visível em várias partes do Brasil.
Fiscalização
A Lei 9.605/98, também conhecida como Lei dos Crimes Ambientais, proíbe a prática de queimadas criminosas no Brasil. De acordo com a norma, colocar fogo em lotes vagos e em áreas de vegetação é uma infração grave à legislação ambiental e pode resultar em pena de reclusão e multa que pode chegar a R$ 10 mil. De acordo com os dados do MapBioma, a concentração maior de pontos de incêndio fica entre as áreas urbanas: bairro industrial, Manoel Valinhas, Residencial Campina Verde, Fábio Notini e nas áreas rurais próximo da Cachoeirinha e do Córrego do Paiol. Nos mesmos dados, são apontados que 93,2% das queimadas são iniciadas para práticas agropecuárias.
Com o tempo seco, um único incêndio inofensivo pode se alastrar por toda extensão da cidade com a fuligem das chamas. Por isso, é importante evitar fogos irregulares enquanto a região estiver com baixa umidade do ar, já que somente 3,1% das queimadas são de origem naturais
Estiagem prolongada
Uma das causas naturais que ocasionam uma maior incidência das queimadas no período é o tempo seco. A tendência é que a situação piore ainda mais. De acordo com o próprio Inmet a previsão para setembro é para dias secos, e que podem ter chances mínimas para chuvas após o dia 22.
A redução das chuvas ocorre devido à persistência de massas de ar seco, condição que favorece o aumento de queimadas e de doenças respiratórias.

Previsão do tempo
Para os próximos dias, a previsão do tempo indica temperaturas altíssimas, todas acima dos 32°C e com média mínima de 18°C, logo de manhã. E com o fim de semana podendo chegar em até 35°C.
No entanto, no domingo há probabilidade de 2mm de chuva na região, que chega para refrescar a cidade, segundo o ClimaTempo. Com os dias quentes, a tendência é que a umidade do ar continue abaixo do que os especialistas recomendam.
Nesta quarta, o dia será de muito sol e a temperatura máxima deve ficar próxima aos 33°C. A umidade do ar sobe um pouco, variando de 23% a 66%.
Alerta Laranja
O Inmet mantém o alerta laranja para a cidade de Divinópolis até sábado, 14. Além disso, segundo o boletim, a região apresenta potencial para baixa umidade do ar essa semana, podendo chegar em alerta vermelho durante a semana, o que ocorre quando a umidade do ar varia entre máxima de 40% e uma mínima menor que 12%.
Com esses valores, os risco de ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz são frequentes.
Por isso, o Inmet recomenda que a população beba mais líquidos, evite bebidas diuréticas como café, chás e álcool, atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, das 10h às 16h. Também é importante que as pessoas intensifiquem o uso de hidratantes e umidifiquem os ambientes
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