Carregando clima…
Acidentes

Divinópolis soma 8 acidentes com escorpiões em menos de dois meses

Divinópolis soma 8 acidentes com escorpiões em menos de dois meses

Da Redação

Divinópolis enfrenta um crescimento significativo nos registros de acidentes envolvendo escorpiões em 2025. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) mostram que até o início de julho já haviam sido confirmados 53 casos. Com novas ocorrências nas últimas semanas, o número subiu para 61, superando os 26 registros contabilizados durante todo o ano de 2024.

Somados a acidentes com outros animais peçonhentos, como serpentes, aranhas, lagartas, abelhas e vespas, já são 77 notificações em 2025.

Perfil das vítimas

De acordo com o levantamento da Vigilância em Saúde Ambiental, a maior parte das ocorrências envolveu pessoas com idades entre 40 e 59 anos, faixa etária que concentrou 23 casos. Em seguida, aparecem adultos de 20 a 39 anos, com 18 registros.

As mulheres foram as mais atingidas pelos acidentes, com 38 notificações, contra 23 ocorrências entre os homens. As manifestações locais mais relatadas foram dor intensa e edema, especialmente em mãos e dedos, locais mais comuns das picadas.

Seminário para agentes 

Com o objetivo de fortalecer as medidas de prevenção, a Prefeitura de Divinópolis promoveu nesta quinta-feira, 28, um seminário para 130 agentes de combate às endemias.

A capacitação teve caráter educativo e instrutivo, abordando a prevenção e o manejo de escorpiões e outros animais peçonhentos. A intenção é preparar os profissionais para atuarem como multiplicadores de informação junto à comunidade, ampliando o alcance das ações já desenvolvidas pela administração municipal.

Visitas domiciliares 

As visitas domiciliares realizadas pela Vigilância em Saúde Ambiental continuam sendo uma das principais estratégias de orientação da população, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde.

Foram efetuados 280 atendimentos a moradores em 2024. Já em 2025, até 18 de agosto, o número chegou a 260 visitas, demonstrando a continuidade e ampliação do trabalho preventivo.

Durante essas ações, agentes repassam informações sobre os hábitos dos escorpiões, os locais de risco e as medidas necessárias para evitar acidentes, orientando moradores quanto à limpeza de quintais, vedação de frestas e cuidados no manuseio de roupas e calçados.

Capturas de escorpiões 

Outra iniciativa de destaque é a busca ativa noturna, implantada em junho de 2024, para captura de escorpiões em áreas de grande circulação de pessoas. Entre os locais monitorados estão praças, parques, escolas, cemitérios e imóveis onde já ocorreram notificações de acidentes.

Os escorpiões capturados são enviados à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, onde são utilizados na produção do soro antiescorpiônico. Entre junho e dezembro de 2024, foram encaminhados 925 exemplares. Em 2025, até o final de julho, esse número já alcançou 2.118 animais.

Orientações 

O supervisor de Vigilância Ambiental, Francis Jhonatan Salvino Sousa, reforça que os riscos de acidentes aumentam durante o verão, período mais quente e chuvoso, que favorece a proliferação de escorpiões e outros animais peçonhentos, tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Entre as principais recomendações preventivas estão:

  • Manter quintais limpos, sem entulhos ou acúmulo de lixo;
  • Evitar colocar as mãos em frestas, buracos, cupinzeiros e locais escuros;
  • Não andar descalço em jardins;
  • Combater baratas e roedores, que atraem escorpiões;
  • Preservar predadores naturais, como corujas, sapos, galinhas e gansos;
  • Examinar roupas e calçados antes do uso;
  • Evitar o uso de inseticidas, que espalham o animal.

A orientação também inclui cuidados em caso de acidente. A vítima deve lavar o local da picada com água e sabão e procurar imediatamente atendimento médico. Em Divinópolis, os pacientes devem se dirigir à UPA Padre Roberto Cordeiro Martins, localizada na rua Nilo Maciel, nº 271, no Bairro Ponte Funda.

As autoridades alertam que não devem ser utilizados métodos caseiros, como aplicação de produtos, realização de torniquetes, cortes ou tentativas de sugar o veneno, práticas que podem agravar o quadro clínico.

Confira a reportagem:

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…