Eletricitários da Cemig entram em greve por tempo indeterminado

Da Redação
Os trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) iniciaram, nesta segunda-feira, 7, uma greve por tempo indeterminado em todo o estado. Em Divinópolis, os eletricitários se concentraram em frente à sede regional da empresa, localizada na rua Itapecerica, nº 151, no Centro, onde realizaram assembleias para definir os rumos do movimento. A paralisação ocorre em protesto contra o que os sindicatos classificam como descumprimento de acordos trabalhistas e mudanças prejudiciais no plano de saúde dos funcionários.
Desmonte
A principal pauta de reivindicação dos trabalhadores é o descumprimento do Acordo Coletivo Específico (ACE) relacionado ao ProSaúde Integrado, plano de saúde oferecido pela empresa. Além disso, a categoria exige a manutenção das cláusulas já acordadas anteriormente e critica a atual gestão da Cemig, sob o governo de Romeu Zema (Novo), por promover, segundo eles, um desmonte dos benefícios históricos da categoria.
Principais denúncias
- Retirada da contribuição da Cemig no plano de saúde, transferindo custos aos trabalhadores;
- Reajuste abusivo de 60,5% nas mensalidades do Cemig Saúde;
- Pressão para migração dos funcionários a planos inferiores;
- Descumprimento de acordos firmados há anos, afetando direitos conquistados.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários, Nilson da Silva Rocha, afirmou que, apesar da greve, os serviços essenciais estão sendo mantidos, conforme determina a lei.
— Garantimos os atendimentos que a legislação classifica como essenciais, mas estamos firmes na luta pelos nossos direitos — declarou.
Impactos
A Cemig divulgou uma nota informando que tomou conhecimento da greve e adotou medidas para garantir a normalidade dos serviços. A empresa afirmou que o fornecimento de energia e as operações críticas não serão afetados.
— A Cemig esclarece que, para os temas que motivaram a greve, a empresa segue em negociação com as entidades sindicais e permanece disponível para diálogo — diz o comunicado.
Apesar da garantia de que os serviços não serão interrompidos, a greve pode impactar atendimentos administrativos, ligações de novas unidades e manutenções programadas. Em Divinópolis, os trabalhadores prometem manter grupos e assembleias diárias até que haja uma resposta satisfatória da empresa.
Histórico de Conflitos
Esta não é a primeira vez que os eletricitários entram em greve nos últimos anos. Em 2022, uma paralisação semelhante ocorreu devido a mudanças no plano de saúde e ameaças de terceirizações. Desta vez, os sindicalistas afirmam que a situação se agravou com a retirada de benefícios e o aumento dos custos para os trabalhadores.
Em audiência neste ano na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), sindicato e funcionários apresentaram as demandas aos deputados. O plenário ficou lotado, quando avisaram que se as reivindicações não fossem atendidas, a greve era o caminho. Promessa que foi cumprida.
Próximos passos
O movimento grevista não tem data para terminar, e os sindicatos avaliam possíveis negociações com a Cemig. Enquanto isso, os trabalhadores prometem ampliar a mobilização, com possíveis manifestações em frente às sedes administrativas e órgãos públicos.
A categoria aguarda uma posição mais clara da empresa e espera que o governo estadual interfira para mediar o conflito. Enquanto isso, os mineiros podem sentir algum atraso em serviços não emergenciais, mas o fornecimento de energia deve seguir normalmente.
— A luta é por respeito. Não vamos recuar até que a Cemig cumpra o que foi acordado — finalizou Nilson Rocha.
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