Empresário do La República desabafa na Tribuna Livre e diz que não é bandido

Flávio Flora
O músico e empresário Igor Moreno Machado Conradi ocupou a Tribuna Livre da Câmara Municipal para se defender das acusações feitas semanas atrás por um morador vizinho contra o “La Republica House Bar”. De início, referindo-se às insinuações feitas por aquele cidadão, ele disse que não se importava de ser fiscalizado pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Prefeitura e Ministério Público, pois essas ações só tiveram uma finalidade que era a de adequar seu bar às normas ambientais.
Sobre a acusação de que o bar era uma casa de shows com venda de ingressos e que nos finais de semana o movimento ia até de madrugada, o empresário disse que não é verdade. Explicou que seu estabelecimento trabalha com bar, hamburgueria e música ao vivo e que cobra o couvert artístico de R$ 3 para repassar aos músicos.
— Como músico, por experiência própria, sei das dificuldades que os artistas têm quando se apresentam em bares da cidade. Nós cobramos couvert para que seja remunerado o trabalho do músico com dignidade — afirma Igor, revelando que em La Republica não houve público maior que 400 pessoas por noite.
Em seu pronunciamento, o empresário comentou sobre a fiscalização agressiva e desnecessária que sofreu, quando oito viaturas com policiais armados, como se o estabelecimento fosse frequentado por bandidos: “Não sou bandido”, protestou.
— Estou aberto a qualquer tipo de proposta que seja para melhorar para todos. Tanto é que, antes de inaugurar o La República, de boa-fé, fiz questão de conversar com cada um dos moradores da vizinhança, manifestando a disposição do diálogo. Não temos problema nenhum em adaptar o nosso estabelecimento para que não seja incômodo para eles — disse o tribuno Igor, esclarecendo que o abaixo assinado apresentado pelo morador foi feito antes da inauguração, portanto antes dos ajustes serem feitos.
Acompanhado de frequentadores, músicos que tocaram no bar e funcionários, Igor Moreno ressaltou a preocupação que todos têm com relação aos incômodos que a casa possa causar à comunidade. Lamentou a exposição negativa e injusta que o morador fez de seu estabelecimento para prejudica-lo, induzindo os jornais a apresenta-lo como bandido.
O empresário lembrou também que foi acusado pelo morador de ter “costas quentes” na Prefeitura, porque obteve o alvará para abrir o “house bar”. Talvez o morador não soubesse que houve várias tentativas de adequação e cerca de quatro meses de espera para conseguir a autorização para funcionar. Para se ter uma ideia, citou que “semana retrasada recebi uma notificação da Prefeitura por estar realizando eventos lá; mas, estou com a casa fechada, em reformas”.
Ao finalizar falou sobre a localização estratégica para o tipo de estabelecimento que se propõe, cuja clientela principal são os estudantes dos campi universitários da região. Pediu, por fim, que os vereadores que acompanham o caso procurem ver os dois lados da questão, pois o La República não apenas oferecer lazer ao final do dia, mas também emprego para cerca de 25 pessoas e trabalho para músicos profissionais.
Os vereadores ouviram atentamente o desabafo do tribuno e pro meteram buscar uma solução que seja boa para ambos.
Leia também
Mais recentes
Do nosso arquivo
PM prende dois suspeitos e apreende drogas no Centro de Divinópolis em operação contra o tráfico
PM prende homem por tráfico de drogas em Carmo do Cajuru após denúncia anônima
PM prende homem de 60 anos por disparos de arma de fogo no Centro de Divinópolis
PM apreende veículo suspeito após perseguição no bairro São João de Deus em Divinópolis
Veja tudo o que publicamos em novembro de 2016
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…








