Época de pipas no céu traz o alerta para o uso de cerol

Anna Flávia Alves
Agosto é conhecido por ser o mês dos ventos e já é possível ver crianças e adolescentes soltando pipas pela cidade. À medida que o céu fica colorido, aumenta também a preocupação com o cerol, quando é colocada uma mistura de cola com vidro na linha.
Recentemente, uma ambulância do Samu, da base descentralizada em Juatuba, teve o giroflex atingido por uma linha de cerol. Outros dois veículos do serviço se depararam com linhas de cerol pelo caminho, mas não foram danificados.
Além do risco de corte, os bombeiros alertam também para o de choque e eletrocussão, já que o cerol pode conduzir energia, principalmente quando há metais na mistura.
— A prática de aplicar cerol na linha pode transformá-la em uma arma letal, caso corte, por exemplo, o pescoço de um motoqueiro ou ciclista. Ainda há o risco de o próprio “empinador” do brinquedo se cortar e também as pessoas que disputam quem pegará as pipas desprendidas das linhas que caem — explica.
Lei 23.515/2019
O Governo de Minas lançou, no fim do mês passado, mais uma edição da campanha “A vida por um fio” para conscientizar sobre os perigos do cerol. Em Minas Gerais, a Lei 23.515/2019 proíbe o uso e comercialização de linhas cortantes no estado. Segundo o governo estadual, desde que a legislação entrou em vigor, em 2019, até o mês passado, quase 500 denúncias foram feitas no 181:
— A multa para quem for flagrado comercializando cerol ou linha chilena pode chegar a R$ 179 mil, para casos de reincidência. Se porventura, os itens apreendidos estejam sob posse de crianças ou adolescentes, os responsáveis legais são notificados e o Conselho Tutelar acionado — explica o Governo de Minas.
Dicas de segurança
Para não haver riscos, o Corpo de Bombeiros sugere que a linha seja apenas barbante de algodão, nem mesmo a linha de nylon é indicada. Além do cuidado com o material, os Bombeiros pedem atenção especial às crianças, que ficam com os olhos concentrados no céu.
— Um segundo de distração pode gerar um acidente, como a queda de lugares altos (árvores, muros, casas, torres) e a travessia na frente de carros, causando o atropelamento — lembra a corporação.
De acordo com a médica do Samu, Mabel Nóbrega, a orientação é que se tenha atenção em locais que tenham pipas e no caso dos motociclistas, usar os equipamentos de proteção individual, como capacetes fechados, blusas com mangas e luvas.
Em caso de acidentes, é importante acionar o Samu ou o Corpo de Bombeiros, através dos telefones 192 e 193.
Festival
E por falar em pipa, o Divinópolis Clube realiza, neste sábado, na sede campestre, a partir das 10h, o
seu festival para os sócios que desejam participar. Os organizadores revelam que terá toda segurança e não haverá uso de nenhum material que cause riscos aos presentes.
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