Eu & Ela

Minha coluna de hoje é uma crônica em homenagem à nossa cidade, que completa 111 anos.
Chegou a hora,
tem que ser agora,
o momento de ser feliz, já foi-se embora,
a esperança vigora,
Mais um ano,
vamos ao novo plano
será melhor, eu não engano.
Divinópolis, do centro-oeste a princesinha,
está mais velhinha,
não é mais aquela cidadezinha,
quando só se conhecia o vizinho e a vizinha.
São 111 anos,
e ainda com muitos planos,
para poder crescer,
não duvide, você vai ver.
Acéfalos não vão entender,
Mesmo sendo difícil pra valer,
como uma grande guerreira, seus problemas vai vencer.
Muitas árvores irão florescer,
a harmonia irá prevalecer,
pois é um povo que sabe receber.
Todos são bem recebidos,
Como irmãos são acolhidos
e quando se vê, lá se foram tempos aqui vividos.
Você chega aqui, achando que já vai partir,
o que duvido conseguir,
o mais provável é que uma família vá constituir
e uma vida construir.
O lugar é aconchegante,
por um instante
ou logo adiante
você deixa de ser viajante
pra se tornar daqui, mais um amante.
Simplesmente geminiana,
aquela que ninguém engana,
de confeccionista, cidade da Rede e da siderurgia já teve fama,
gostar é pouco, por ela você gama.
Ela entra em seu coração,
sua história e sua tradição,
do divino, do reinado, dos batistas ou qualquer religião,
Divinópolis é pura afeição,
se destaca na indústria, na cultura, no comércio e na educação.
O que não falta é informação,
desde os tempos de Vila Henrique Galvão.
Padre Mathias, X Gontijo, ou o Dr. Sebastião,
todos têm por aqui uma paixão,
o Nono, Ivan Silva ou Arlindo Bigode, saudade,
e muitos artistas de qualidade,
passaram pela história dessa cidade.
Tem lá uma ou outra mazela,
como a beleza de uma pintura em aquarela,
e mesmo ficando mais velha,
faço aqui uma homenagem singela,
enfim, é uma Terra muito bela,
não quero outra, ou aquela,
porque hoje somos um só, eu e ela.
Tem pauta sobre a cultura? Envie para welbertonha@gmail.com
Welber Tonhá e Silva
Imortal da Academia Divinopolitana de Letras, cadeira nº 09
Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.
Instagram: @welbertonha
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