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Polícia

Foragida por atos de 8 de janeiro é presa em Divinópolis após alerta do Olho Vivo

Por Portal Agora
Foragida por atos de 8 de janeiro é presa em Divinópolis após alerta do Olho Vivo

Da Redação

Uma mulher de 51 anos, considerada foragida desde setembro do ano passado por descumprir medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, foi presa em Divinópolis, na manhã de domingo, 11, enquanto se dirigia a um mercado da cidade.

O mandado de prisão foi cumprido por policiais militares durante patrulhamento de rotina, após a corporação receber, via rádio, a informação de que uma pessoa com ordem de prisão em aberto havia sido identificada em um bairro do município. O alerta foi gerado a partir de dados do sistema de monitoramento Olho Vivo. De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher caminhava vestindo roupas de academia e carregando uma bolsa branca, não apresentando resistência no momento da abordagem.

O mandado foi expedido após o ministro Alexandre de Moraes rescindir, no fim de setembro, um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigada. O acordo havia sido homologado em agosto de 2024 e, conforme informado posteriormente pela Vara de Execuções Penais de Divinópolis, havia sido integralmente cumprido. No entanto, um novo laudo pericial produzido pela Polícia Federal no celular da ré levou à anulação do acordo.

O material extraído do aparelho indicou que ela permaneceu no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e teve participação ativa nos atos de violência ocorridos na Praça dos Três Poderes. Com a rescisão do ANPP, foram restabelecidas medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair da comarca, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, comparecimento semanal em juízo, entrega e cancelamento de passaportes, além da vedação ao uso de redes sociais e ao contato com outros investigados.

A fiscalização das medidas ficou sob responsabilidade da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Divinópolis, que informou não ter localizado a ré nos endereços fornecidos nos dias 20 e 22 de setembro, datas em que ela deveria ser intimada a retomar o cumprimento das ordens judiciais. Diante da ausência e da falta de contato, inclusive relatada pelo então advogado da investigada, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva e determinou a inclusão do mandado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.

Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Polícia Federal e, posteriormente, levada ao Presídio Floramar, em Divinópolis, onde participou de audiência de custódia nesta segunda-feira, 12. A denúncia contra a investigada foi recebida pelo plenário do STF em maio de 2023, pelos crimes de incitação contra os Poderes Constitucionais e associação criminosa.

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