Fruto do comando

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Tem algumas ‘verdades’ no futebol que nem sempre retratam o verdadeiro significado desta palavra. Muitos clubes mudam o comando de seus times e nada acontece, enquanto que outros simplesmente transformam a realidade, mudam como da água para o vinho, como acontece agora com o Cruzeiro. Sob o comando do português Artur Jorge, a Raposa saiu de uma amarga lanterna para as primeiras posições do Brasileirão, e isto mantendo praticamente o mesmo grupo de jogadores.
Arrependimento
Hoje a diretoria da SAF estrelada deve dormir mais tranquila com a mudança de comando, principalmente pelo fato de não se esconder e de ter tido a coragem de ‘meter o pé da na bunda’ do ultrapassado Tite antes de as coisas desandarem de vez para os lados da Toca da Raposa, pois se insistissem no erro iriam pagar um custo muito alto. Mandaram o ‘homi’ embora e agora colhem bons frutos.
Nova realidade
Esta é a verdade de hoje. Há momentos no futebol em que uma mudança de comando representa mais do que a simples troca de um nome à beira do campo. No Cruzeiro, a chegada de Artur Jorge deu um novo rumo à equipe, que saiu da lanterna às primeiras posições, com o time celeste deixando para trás um cenário caótico e de incertezas e passando a viver uma nova realidade no Campeonato Brasileiro.
Números falam por si

E os números ajudam a dimensionar a transformação da Raposa. Após a vitória por 3 a 1 sobre o Mirassol, no fim de semana, pela 22ª rodada do Brasileirão, o Cruzeiro chegou aos 33 pontos e assumiu a quinta colocação pela primeira vez na temporada. Com isso, a Raposa entrou no G5, zona que garante vaga à próxima edição da Libertadores.
O cenário era completamente diferente quando Artur Jorge chegou à Toca da Raposa ll. Naquele momento, a equipe celeste amargava a lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas quatro pontos conquistados após oito rodadas.
Mais uma vez a Fadinha

O fim de semana foi novamente da Fadinha. Duas vezes medalhista olímpica, a maranhense Rayssa Leal deu show no lotado Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que pela primeira vez na história foi palco de uma etapa da Street League Skateborading (SLS), a Liga Internacional da modalidade. Mesmo com dores após ter sofrido uma queda na véspera do evento, Rayssa cravou somatório de 20.9, deixando para trás por apenas 0.02 de vantagem a japonesa Momiji Nishiya - ouro olímpico em Tóquio 2020 -, segunda colocada com total 20.7. A espanhola Daniela Terol (17.7) completou o pódio na terceira posição. A paulista Gabriela Mazetto (14.8) terminou na quarta posição.
Com o segundo troféu na temporada - o primeiro foi em fevereiro na etapa de abertura em Sidney (Austrália) – Rayssa desponta como forte candidata a disputar o Super Crown da SLS 2026, última das sete etapas da Liga, com os skatistas com maior pontuação ao longo do ano. A maranhense da cidade de Imperatriz é tetracampeã consecutiva do Super Crown (2022, 2023, 2024 e 2025).
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