Futebol feminino já tem seu calendário para 2026

José Carlos de Oliveira
O Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 terá aumento de times. Ao contrário do que aconteceu neste ano, quando demorou a definir como seriam as competições para a próxima temporada, os clubes de todo o País já conhecem o calendário dos campeonatos principais e de base.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na tarde segunda-feira, 24, o calendário para 2026, e um dos destaques é o aumento do número de equipes da Série A1 do Brasileirão, que passou de 16 para 18 participantes (entre eles os três grandes de Minas Gerais – Cruzeiro, América e Atlético), e será disputado entre os dias 15 de fevereiro e 4 de outubro.
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Outra competição que terá aumento de confrontos (indo de 64 para 72 jogos) é a Copa do Brasil, que passará a contar com jogos de ida e volta entre as quartas de final e a decisão da competição. O torneio, que envolverá 66 clubes, das 27 unidades federativas do País, será disputado entre 22 de abril e 15 de novembro.
Com a ampliação da Copa do Brasil há uma mudança na Supercopa Feminina, que agora segue o modelo existente no futebol masculino, envolvendo apenas o vencedor da Série A1 do Brasileiro e o campeão da Copa do Brasil. O título será definido em partida única, programada para o dia 8 de fevereiro.
Apoio às atletas mães
Anúncio também importante foi o apoio inédito às atletas mães e lactantes, que terão a oportunidade de levar filhos em viagens, com custos pagos pela CBF, além de investimentos no Futebol Feminino de Base.
Segundo a entidade máxima do futebol brasileiro, a reformulação do calendário do futebol feminino é um tema estratégico para fomento e consolidação da modalidade às vésperas da Copa do Mundo que o Brasil sediará em 2027.
— Assim como fizemos no futebol masculino, passamos os últimos meses analisando e estudando oportunidades de melhorar o calendário e o fomento do feminino. Ouvimos especialistas, federações, clubes e jogadoras. E chegamos a um modelo que atende a demandas importantes, colocando o futebol feminino brasileiro onde merece estar. Vamos mexer em toda a estrutura das nossas competições, aumentando o número de clubes e de jogos — declarou o presidente da CBF, Samir Xaud.
Investimento
Segundo a CBF, ao todo, as mudanças promovidas representam um investimento de R$ 685 milhões nas competições femininas, com aumento de 41% de datas neste calendário, 84% no número de partidas e 69% de vagas no calendário nacional.
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