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Greve Geral acontece nesta sexta

Por Portal Agora
Greve Geral acontece nesta sexta

Matheus Augusto

Os professores vão paralisar as atividades na próxima sexta, 20, em protesto contra diversos projetos políticos estaduais e federais. O Sindicato Únicos dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), com sede em Divinópolis, aderiu ao ato nacional, porém ainda não detalhou se haverá manifestações na cidade. A intenção é conscientizar as pessoas sobre o impacto e as consequências das privatizações propostas pelo governador Romeu Zema (Novo) e da reforma da Previdência do governo federal.

— Na pauta de luta está a campanha salarial de 2019, a defesa da Amazônia e da soberania nacional, [a manifestação] contra a reforma da Previdência e o Regime de Recuperação Fiscal, e a denúncia da política nefasta dos governos Bolsonaro (PSL) e Zema — informou o Sind-UTE.

A manifestação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em Minas Gerais, o principal ato está marcado para as 9h, na praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte.

Greve Geral

Uma pequena mobilização também deve acontecer em Divinópolis na próxima sexta. A intenção é apresentar à população as consequências de projetos políticos que estão sendo apresentados no âmbito federal e estadual.

Um dos tópicos a serem abordados na manifestação é o projeto de recuperação fiscal de Minas Gerais, que deve ser enviado por Romeu Zema à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O plano conterá uma série de medidas que o Estado deve adotar para conseguir o auxílio do governo federal para sair da atual crise financeira. As ações poderão contemplar, por exemplo, a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Segundo o vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, apesar de ser um ato nacional, cada estado tem suas pautas.

— É um chamado que está tendo em nível nacional das centrais sindicais contra a privatização dos Correios, da Petrobras, contra a reforma da Previdência do governo federal, e contra também, aqui no Estado de Minas, o projeto de recuperação fiscal do governo Zema — afirmou.

Em Divinópolis, o sindicato optou por não fazer uma mobilização de grande porte, como já foi feito também neste ano, contra a reforma da Previdência. A escolha, determinada em reunião, foi para a promoção de ações pontuais em locais estratégicos da cidade.

— A princípio nós vamos panfletar na porta dos Correios, denunciando qual seria o prejuízo à população caso haja a privatização dessa estatal — informou.

O vice-presidente do sindicato explicou ainda que as manifestações têm o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os impactos das propostas políticas federais e estaduais no âmbito municipal. 

— Vai encarecer o serviço dos Correios. Hoje há um valor tabelado, que deve ser alterado. Em toda privatização, a empresa vai querer lucro. Então todo o serviço vai ser taxado mais caro. Em relação aos funcionários, eles vão perder muito no salário, além dos benefícios. Fora as demissões, uma vez que, a partir do momento que privatiza, muita gente é mandada embora. E isso contribui para o desemprego — explicou.

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