Hoje é dia de Zélia!
O calendário de Zélia Brandão anualmente é visto por ela ao contrário: “faltam tantos dias para eu abrir novamente as cortinas...” Pois, é, o dia chegou. Hoje a partir de 22h30 no Salão Paulinelli, pela 15ª vez consecutiva, a colunista deste Agora faz o único baile pré-carnavalesco da cidade. Como sempre, uma festa de primeira linha, que a meninada de hoje não compreende, pois o novo carnaval só tem “Tum-tum”, axé e sertanejo. Uma mistura totalmente alheia à tradição carnavalesca brasileira. As pouco mais de 10 mesas, receberão pessoas com fantasias elegantes e dispostas a se divertir. Zélia, mais uma vez mostrará que sabe fazer bem feito. Este Diário, sempre esteve ao lado da colunista em todas as aberturas das cortinas e não faltará este ano.
Falta de planejamento
A barbárie vivida pelo povo do estado do Espírito Santo quase aconteceu há algum tempo em Minas, como foi dito aqui neste PB. Na época, o estado era governado por Eduardo Azeredo, político inexperiente e que chegou ao Palácio da Liberdade, guindado por Hélio Garcia, o governador da época, e o dinheiro do mensalão mineiro.
Falta de coragem
Porque não sabia governar, não decidia bem. Frisei aqui, o que todo mineiro sabe: o Estado tem a melhor PM do país, e mesmo assim, ela entrou em greve, porque não houve coragem, planejamento, espionagem e contra espionagem. Parece até que o comando da época assim o queria. Ao final, os PMs ganharam tudo o que pediram, não perderam os dias faltosos, e quem foi punido acabou perdoado pelo outro governador que assumiu o lugar de Azeredo.
Quem era o outro?
Itamar Franco. O topetudo e depois presidente Itamar, entendeu que todos os punidos mereciam perdão, as fichas ficaram limpas, e dois deputados surgiram daquela greve: Cabo Júlio, federal e Sargento Rodrigues, estadual.
No Espírito Santo
Parece que a história está sendo repetida no ES, e agora o MP e a PM, anuncia que estão indiciados mais de 700 PMs, numa força policial de pouco mais de 10 mil, o que representa quase 7% do total. Já se falou até em expulsar todos que não quiserem voltar às ruas, e, se for o caso, não ficará nenhum para contar o caso. O envolvimento dos policiais pode lhes custar caro sim, principalmente porque a sociedade não consegue viver sem polícia, e porque o medo é inimigo da razão.
Lá e cá
É impossível imaginar que o comando da PM nem desconfiava de um possível movimento. Claro que sabia, mas como em Minas não acreditou que isto fosse acontecer. Deu no que deu. Os 700 processados poderão pegar até 20 anos de detenção, ou nada, desde que este ou o próximo governador resolva perdoar. Difícil imaginar que uma polícia seja exterminada por um ato governamental, pois não existe político louco, e sim, corrupto. E este não é o caso do atual governo do vizinho estado. Está na hora da mineirice: paciência e caldo de galinha, não fazem mal a ninguém...
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