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Polícia

Homicídios cresceram 40% em 2016

Por Portal Agora
Homicídios cresceram 40% em 2016

Rafael Camargos

Números da violência divulgados pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) retratam a realidade que os moradores de Divinópolis vivenciaram em 2016. O relatório das estatísticas criminais mostrou que foram registrados 42 homicídios em 2016, 12 a mais que em 2015. Um crescimento de 40% em relação ao ano anterior. Os casos apontados só se aproximam de 2012, quando foram registrados 34 assassinatos.  E 2017 parece que não será muito diferente do ano passado. Janeiro não atingiu nem a primeira quinzena e dois homicídios já foram registrados na cidade. Os dois no último sábado, 7.

Os dados da Seds revelam ainda o registro de 2.657 casos de crimes violentos e 2.531 crimes contra o patrimônio público.

O que dizem as polícias

Ouvidas, as polícias falaram sobre a violência crescente. O delegado regional, Leonardo Pio, diz que a Polícia Civil realiza diversas ações para combater os crimes. Essas intervenções, segundo ele, são realizadas em parceira com a Polícia Militar (PM).

—Na verdade, isso [aumento da violência] decorre de uma pendência social em todo o estado e temos trabalhado de forma efetiva para combater esses crimes e responsabilizar os culpados. Desses casos, nossas estatísticas apontam que 63% são apurados — explicou o delegado.

O delegado disse ainda que a Polícia Civil mantém um contato direto com a PM e realiza trabalhos preventivos, para acabar com a criminalidade

— Realizamos operações policiais, atuamos, conversamos com a Polícia Militar, para fazermos um trabalho preventivo — declarou.

Para o assessor de comunicação do 23° Batalhão, capitão da Marcelo Oliveira, as leis são uma dificuldade enfrentada, pois facilitam a vida dos criminosos, que voltam às ruas para cometer novos delitos.

— A Polícia Militar reconhece que houve um aumento no número de homicídios, mas que não é um fenômeno só de Divinópolis e, sim, de todo estado. Precisamos de leis mais fortes, que realmente punam o infrator. Muitos desses homicidas já foram presos envolvidos em outros tipos de crimes, porém, infelizmente, por conta do benefício da lei, foram soltos. Acreditamos que, se não fosse o trabalho da PM, esse número poderia ser maior — declarou capitão.

Ainda segundo o capitão, em 2016 foram mais de 25 mil boletins de ocorrências, na área do 23° Batalhão, mais de 3.300 presas e apreendidas. Por isso, a PM crê que, apesar de ter realmente aumentado o número de homicídios e crimes violentos, estatisticamente falando, a quantidade poderia ser maior se não fossem as ações.

— É necessário que os infratores finquem presos, realmente, que a lei seja efetivamente aplicada e seja modificada para diminuir a quantidade de benefícios para auxiliar pessoas que estariam sendo injustiçadas. Precisamos de novas leis mais eficazes, que punam os infratores — argumenta.

Prevenção
O capitão revelou também que em 2017 a PM continuará realizando o trabalho de forma preventiva. Segundo ele, novas viaturas devem chegar à cidade e mais 90 policiais estão sendo formados. Além disso, novas estratégias estão sendo criadas.

O delegado regional, Leonardo Pio, disse também que o trabalho preventivo e a parceria com a PM serão ainda maiores neste ano.

 — Acreditamos que, ao longo do ano, vamos reduzir a quantidade de crimes — finalizou o capitão Marcelo Oliveira. 

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