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Investigado tentou driblar Receita, aponta chefe da PF em Divinópolis

Por Redação Jornal Agora
Investigado tentou driblar Receita, aponta chefe da PF em Divinópolis

Da Redação

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, na manhã desta segunda-feira, 13, em Divinópolis e Cláudio. A operação ‘Open Bar’, realizada conjuntamente pela Polícia Federal (PF) e Receita Federal (RF), investiga  na cidade, um casal suspeito de movimentar valores milionários sem comprovação de renda. Houve o bloqueio de R$ 3,2 milhões das contas bancárias dos investigados e a apreensão de veículos. Ninguém foi preso, pois não houve flagrante. 

A investigação começou após a Receita, por meio de fiscalização do Imposto de Renda de pessoas físicas, identificar grande movimentação financeira sem comprovação de renda compatível. O caso foi encaminhado à PF, através de uma representação fiscal para fins penais, resultando na abertura do inquérito. 

Sem comprovação

O órgão também não conseguiu comprovar a atividade profissional do investigado, explicou o chefe da PF em Divinópolis, Daniel Souza Silva. 

— O que a Receita e nós conseguimos identificar foram vários depósitos e retiradas de valores justamente demonstrando que ele estava tentando ocultar essa movimentação. Eram feitos depósitos com valores inferiores a aqueles que os brancos são obrigados a informar, justamente para tentar ocultar essa movimentação — afirmou. 

Segundo o delegado, a empresa informada, que teria sede em Cláudio, também não existe. 

— O que temos é o seguinte: a residência [onde mora o casal] e caminhões que ficam rodando Brasil afora, de um estado para o outro, que a gente não sabe ainda qual seria a atividade, o que estaria transportando. A princípio, parecem ser bebidas, mas isso tudo será esclarecido agora — detalhou. 

Análise

O próximo passo é a análise de todo o material apreendido, dentre celulares e documentos. 

— Para gente tentar identificar qual a real atividade desse investigado — explicou o chefe da PF. 

Outro objetivo é descobrir se há outras pessoas ligadas à uma possível atividade ilegal. 

Pena

A PF informou em nota, que os investigados podem responder por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, “cujas penas máximas somadas podem chegar a 15 anos de prisão”.

A operação contou com a participação de quatro servidores da Receita e 11 da PF. 

(Foto: Divulgação/PF)
Próximo passo é análise do material apreendido

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