Investigadores chamarão outros conhecidos do soldado Igor para depor

Ricardo Welbert
Um dia depois das mortes de Aline, Elisabete, Eloísa e Igor, a delegacia de Polícia Civil em Divinópolis desenhava duas linhas de investigação. O delegado regional, Leonardo Pio, tentou encontrar em relatos de amigos e outras pessoas próximas a eles qualquer tipo de problema comportamental ou emocional. Porém, nada foi citado.
Por causa disso, outras pessoas próximas ao casal deverão ser chamadas a depor nos próximos dias. Os investigadores buscam indícios de algum possível desentendimento que possa ter motivado Igor a cometer os assassinatos e se matar.
O que se sabe até agora é que as vítimas do militar estavam dormindo quando foram baleadas.
— A perícia aponta para um tiro dado à queima-roupa, na altura do ouvido das vítimas. Ao que tudo indica, todas as mulheres estavam dormindo quando foram mortas — diz o delegado.
A delegada de Mulheres, Maria Gorete Rios, trata o caso como feminicídio. Ela explica que o laudo da perícia, previsto para sair em até 30 dias, deverá mostrar se Igor tinha algum distúrbio psicológico ou mesmo se estava sob efeito de drogas ou medicamentos.
Ela não acredita que o militar tenha tido um ataque de raiva.
— Não foi um surto de raiva. Ele matou as vítimas enquanto elas dormiam e levou certo tempo para deixar o local e seguir viagem a Rio Pomba — comenta.
Em nota, a Polícia Militar informou que Igor e Aline não tinham nada que desabonassem as condutas deles na corporação.
— A PM lamenta o corrido e informa que Igor estava de folga no momento dos crimes — finalizou.
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