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Cultura

Jovem escritora de 13 anos lança segundo livro nesta quarta-feira

Apresentação da obra ao público acontece na Biblioteca Pública Ataliba Lago

Por Éric Matos · Redação· 3 min de leitura
Jovem escritora de 13 anos lança segundo livro nesta quarta-feira

A escritora divinopolitana Larissa Amaral, de apenas 13 anos, lança seu segundo livro nesta quarta-feira, 30, às 19h, na Biblioteca Pública Ataliba Lago, localizada na avenida Coronel Júlio Ribeiro Gontijo, 420, no bairro Esplanada, em Divinópolis. 

No ano passado, a jovem publicou sua primeira obra, Poesias ao Vento, e agora dá mais um passo em sua trajetória literária. Nascida na terra de Adélia Prado, Larissa tem na poetisa uma de suas principais inspirações e espera estimular crianças, jovens e adultos a se aproximarem da literatura. 

Nova história

Em seu novo livro, “Todinho, o Cachorrinho que Virou Estrelinha”, a protagonista é, de certa forma, a própria memória. A obra conta a história de seu cachorro Todinho, que foi companheiro da jovem durante boa parte da vida e morreu neste ano. 

— Ele era um cachorrinho que adotei. Apareceu na porta da nossa casa e amoleceu os nossos corações. Esteve presente na minha vida desde que eu era bem pequena — destaca a jovem.

O amor pela escrita surgiu ainda na infância, com possibilidade de criar e contar histórias. Dessa paixão nasceu o projeto “Entre Versos e Histórias”, nome que, segundo a autora, representa as duas formas pelas quais encontrou espaço para se expressar. 

— Versos representam as poesias, e histórias porque nunca quis largá-las — enfatiza.

Aos 13 anos, lançar o segundo livro é motivo de felicidade para Larissa, que também vê na própria trajetória uma forma de encorajar outras crianças a escrever. 

— Eu me sinto muito feliz, radiante. Me sinto inspiração para todas as crianças que querem escrever livros, mas têm medo de explorar a literatura. No fim, me sinto uma inspiração para todos vencerem esse medo — afirma.

A relação com a escrita começou aos 7 anos, quando Larissa passou a apresentar os primeiros contos aos pais. A nova obra nasceu justamente de uma experiência pessoal. 

— Eu comecei a escrever aos 7 anos, e este ano, após a morte do meu cachorrinho, escrevi para ele. Mandei para a editora, ela adorou, e decidimos lançar — conta.

A história de Larissa mostra como a literatura pode ser também uma maneira de elaborar sentimentos e transformar experiências pessoais em narrativas. No caso da jovem escritora, a perda de Todinho se tornou matéria para uma obra que preserva as lembranças de uma convivência marcada pelo afeto. 

Galeitura

A literatura também tem encontrado espaço em ambientes que, à primeira vista, parecem distantes dos livros. Um exemplo recente surgiu no futebol. O jogador Gustavo Scarpa, do Atlético-MG, passou a compartilhar nas redes sociais resenhas das obras que lia. A partir desse hábito, torcedores atleticanos criaram o Galeitura, grupo dedicado à leitura e ao debate de livros. 

A primeira obra indicada foi A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, publicada originalmente no século XIX. A iniciativa ganhou repercussão nas redes sociais e também inspirou torcedores de outros clubes a criarem movimentos semelhantes. 

O movimento virou febre nas redes sociais, elogiado por muitos, inclusive rivais que, animados com a ideia, lançaram iniciativas semelhantes em suas próprias torcidas. Clubes à parte, o principal fruto dessa ação é que a influência usada para promover hábitos positivos, que exercitam o pensamento crítico e nos afastam das telas, merece toda a notoriedade.

Mais do que a relação entre futebol e literatura, iniciativas como essa chamam atenção para o potencial da influência exercida por figuras públicas. Quando esse alcance é utilizado para estimular a leitura, o pensamento crítico e o contato com diferentes ideias, ele ultrapassa o entretenimento e alcança outro campo: o da formação.

Jovens como Larissa também fazem parte desse movimento. Para ela, a literatura é uma forma de arte e, diante da perda, tornou-se uma maneira de transformar sentimentos em palavras e manter viva a memória de Todinho.

Enquanto descobre novos caminhos como escritora, ela também tenta despertar em outras pessoas o gosto pelos livros. Sua história mostra que a literatura pode nascer da infância, da imaginação e até da saudade. E que uma lembrança afetiva, transformada em palavras, pode permanecer muito além de quem a viveu.


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