Jovem escritora de 13 anos lança segundo livro nesta quarta-feira
Apresentação da obra ao público acontece na Biblioteca Pública Ataliba Lago

A escritora divinopolitana Larissa Amaral, de apenas 13 anos, lança seu segundo livro nesta quarta-feira, 30, às 19h, na Biblioteca Pública Ataliba Lago, localizada na avenida Coronel Júlio Ribeiro Gontijo, 420, no bairro Esplanada, em Divinópolis.
No ano passado, a jovem publicou sua primeira obra, Poesias ao Vento, e agora dá mais um passo em sua trajetória literária. Nascida na terra de Adélia Prado, Larissa tem na poetisa uma de suas principais inspirações e espera estimular crianças, jovens e adultos a se aproximarem da literatura.
Nova história
Em seu novo livro, “Todinho, o Cachorrinho que Virou Estrelinha”, a protagonista é, de certa forma, a própria memória. A obra conta a história de seu cachorro Todinho, que foi companheiro da jovem durante boa parte da vida e morreu neste ano.
— Ele era um cachorrinho que adotei. Apareceu na porta da nossa casa e amoleceu os nossos corações. Esteve presente na minha vida desde que eu era bem pequena — destaca a jovem.
O amor pela escrita surgiu ainda na infância, com possibilidade de criar e contar histórias. Dessa paixão nasceu o projeto “Entre Versos e Histórias”, nome que, segundo a autora, representa as duas formas pelas quais encontrou espaço para se expressar.
— Versos representam as poesias, e histórias porque nunca quis largá-las — enfatiza.
Aos 13 anos, lançar o segundo livro é motivo de felicidade para Larissa, que também vê na própria trajetória uma forma de encorajar outras crianças a escrever.
— Eu me sinto muito feliz, radiante. Me sinto inspiração para todas as crianças que querem escrever livros, mas têm medo de explorar a literatura. No fim, me sinto uma inspiração para todos vencerem esse medo — afirma.
A relação com a escrita começou aos 7 anos, quando Larissa passou a apresentar os primeiros contos aos pais. A nova obra nasceu justamente de uma experiência pessoal.
— Eu comecei a escrever aos 7 anos, e este ano, após a morte do meu cachorrinho, escrevi para ele. Mandei para a editora, ela adorou, e decidimos lançar — conta.
A história de Larissa mostra como a literatura pode ser também uma maneira de elaborar sentimentos e transformar experiências pessoais em narrativas. No caso da jovem escritora, a perda de Todinho se tornou matéria para uma obra que preserva as lembranças de uma convivência marcada pelo afeto.
Galeitura
A literatura também tem encontrado espaço em ambientes que, à primeira vista, parecem distantes dos livros. Um exemplo recente surgiu no futebol. O jogador Gustavo Scarpa, do Atlético-MG, passou a compartilhar nas redes sociais resenhas das obras que lia. A partir desse hábito, torcedores atleticanos criaram o Galeitura, grupo dedicado à leitura e ao debate de livros.
A primeira obra indicada foi A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, publicada originalmente no século XIX. A iniciativa ganhou repercussão nas redes sociais e também inspirou torcedores de outros clubes a criarem movimentos semelhantes.
O movimento virou febre nas redes sociais, elogiado por muitos, inclusive rivais que, animados com a ideia, lançaram iniciativas semelhantes em suas próprias torcidas. Clubes à parte, o principal fruto dessa ação é que a influência usada para promover hábitos positivos, que exercitam o pensamento crítico e nos afastam das telas, merece toda a notoriedade.
Mais do que a relação entre futebol e literatura, iniciativas como essa chamam atenção para o potencial da influência exercida por figuras públicas. Quando esse alcance é utilizado para estimular a leitura, o pensamento crítico e o contato com diferentes ideias, ele ultrapassa o entretenimento e alcança outro campo: o da formação.
Jovens como Larissa também fazem parte desse movimento. Para ela, a literatura é uma forma de arte e, diante da perda, tornou-se uma maneira de transformar sentimentos em palavras e manter viva a memória de Todinho.
Enquanto descobre novos caminhos como escritora, ela também tenta despertar em outras pessoas o gosto pelos livros. Sua história mostra que a literatura pode nascer da infância, da imaginação e até da saudade. E que uma lembrança afetiva, transformada em palavras, pode permanecer muito além de quem a viveu.
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