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Justiça e discernimento

Por Portal Agora
Justiça e discernimento

 

Elismar Alves

Na obra “A Voz do Silêncio”, extraímos fragmentos como: “Diz a grande lei: Para te tornares o conhecedor do Eu espiritual, tens primeiro de conhecer o eu mundano. Para chegares ao conhecimento desta personalidade total, tens de abandonar a não-personalidade e poderás então repousar entre as asas da grande Ave. Sim, suave é o descanso entre as asas daquilo que não nasce, nem morre...”.

Quando se fala do Eu espiritual, devemos entender como o conhecimento dos princípios da natureza e do homem.  E para que isto se canalize em ações precisaríamos de um veículo. O termo personalidade vem do grego “persona”, que significa máscara ou escudo, aquilo que protege e ao mesmo tempo seria um veículo da nossa verdadeira natureza.

A antiga recomendação dos filósofos de conhecer a si mesmo, se faz sempre presente e atual, ou seja, precisaremos conhecer-nos para dominar-nos.

O veículo da nossa personalidade humana seria constituído por quatro elementos: físico, energético, emocional e mental.

Segundo o conceito de justiça expressado pelos romanos, a justiça seria: “dar a cada um, aquilo que lhe é próprio, de acordo com os seus atos e sua natureza”.

Seria fundamental, portanto, saber qual seria nossa vocação como seres humanos, saber qual deveria ser nossa verdadeira identidade, ou seja, nosso corpo físico deve encontrar um comportamento que lhe seja próprio.

Nossa energia deve ser bem canalizada, fato que nos ajudaria a estabelecer um controle sobre o nosso tempo, objetivando a conquista de nossos objetivos.    

Temos que encontrarmos a nós mesmos para caminharmos de forma feliz e motivada, do contrário cairemos na tristeza e na depressão.

E finalmente temos que aprender a pensar sobre o mundo e sobre nós mesmos, visto que aquilo que pensamos deveria ser a exata expressão daquilo que somos e conseqüentemente refletiremos naquilo que fazemos.

Portanto, seria fundamental aplicarmos a justiça a cada corpo e somente desta forma poderemos repousar nas “asas da Grande Ave”, que para os Tibetanos, representa o “Cisne”, símbolo do discernimento, daquilo que separa o leite da água, o “joio do trigo”, o certo do errado, a realidade do falso. Separa o Espírito consciente da matéria instintiva.

www-nova-acropole.org.br 

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