Mais informações sobre 42º homicídio do ano em Divinópolis

Gisele Souto
Um jovem de 17 anos, encontrado morto ontem, 31, na rua Jesus Jota, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Ponte Funda, é a 42ª vitima de homicídio este ano em Divinópolis. A Polícia Militar (PM) informou que ele foi atingido por um tiro no Lago das Roseiras, mas foi levado para o lado de fora da UPA por uma pessoa ainda não identificada. A suspeita é de que tenha sido um companheiro.
A PM acrescentou que o adolescente foi atingido na região lombar quando dois suspeitos passaram em uma motocicleta e atiraram. Segundo informações da assessoria de comunicação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), testemunhas que passavam pelo local acionaram os socorristas quando viram o adolescente caído.
Um técnico de enfermagem ouviu os gritos e foi até a vítima. O socorrista iniciou manobras de ressuscitação cardiopulmonar e levou o adolescente para dentro da UPA, onde foi entubado. Porém, ele já estava sem vida.
A equipe só percebeu que o jovem foi vítima de um disparo no atendimento dentro da UPA.
— Quando o médico virou o paciente, percebemos que ele tinha uma perfuração na região próxima ao coração. Até então, eu mesmo que o socorri não percebi nenhum sangramento — contou o técnico de enfermagem do Samu, Alex Júnior.
Tiros
Um morador do Lago das Roseiras, que preferiu não se identificar, disse à reportagem que viu dois carros – um Monza azul e um Gol – próximos a um trailer. De repente uma moto com dois ocupantes surgiu e se aproximou dos carros, no momento em que um dos ocupantes da moto – a testemunha não soube precisar se era o garupa – disparou cerca de quatro vezes. O morador disse ainda que o rapaz tentou correr, mas um dos tiros o acertou. Logo após, a moto saiu em alta velocidade e um dos rapazes colocou a vítima no Monza azul e saiu em disparada sentido a Divinópolis. O morador disse ainda que tinha cerca de seis pessoas no grupo.
Ficha
A PM informou que o nome do adolescente é Gabriel da Silva Pires, morador do Alto São João de Deus, local conhecido como Lajinha, e tinha diversas passagens pela polícia, incluindo assalto a mão armada e tráficos de drogas. Disse também que ele já esteve acautelado no Centro Socioeducativo.
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