Memória e fidelidade

Elismar José Alves
A filosofia do Tibet dizia: “Antes que a alma seja capaz de compreender e recordar-se”(...) sendo esse “recordar” o retorno ao mundo das essências à que pertence a Alma.
“Pouco êxito alcançará na busca de nós mesmos, se não nos ausentarmos do mundo ilusório, se permanecer sob a capa da personalidade; se temermos ao ver o mal e a dor, e não os combatermos; se chorarmos diante dos efeitos e permanecermos incólumes diante das causas da desventura humana, que se encontram na ignorância e no mau uso da lei.”.
Trazemos algo de misterioso em nós, muitos são os filósofos que colaboram com a idéia de que o “esquecimento é uma espécie de descanso da memória.”
Diante dos mais diversos acontecimentos palpitam no nosso coração uma necessidade de justiça onde desejamos que o bem prevaleça sobre o mal. Sonhamos intimamente que exista uma fraternidade universal entre os povos, que impere a natureza divina sobre o material. E mesmo nas atitudes mais simples do nosso cotidiano, apostaremos que cada um vença seus limites e obtenha êxito, visto que, projetamos em nós, esta mesma atitude.
Os estudiosos do assunto acabam por aceitar, que a memória se divide em duas partes: uma memória-hábito e uma memória psicológica.
A memória hábito é de caráter biológico, indispensável para nossa sobrevivência física; O corpo se lembra, por exemplo, de comer, dormir, onde habita, data de seu nascimento, fatores de pontual importância para todos nós.
Porém destaco aqui, o de tomarmos consciência de nossa memória psicológica, que estaria ligada as nossas recordações. Helena Petrovna Blavatsky (1891), teósofa russa, dizia que a memória se apresenta:
“1º: a lembrança 2º: a retenção 3º: a reminiscência.
A lembrança e a retenção são atributos e auxiliares da memória em geral. Já a reminiscência é a memória da alma. O que desaparece realmente no homem é a memória física ou cerebral, já a reminiscência é como o perfume deixado por uma flor.
Sobre este aspecto da memória, o professor Jorge Angel Livraga, diretor-fundador da Organização Internacional Nova Acrópole, expressou: “A memória de guardar experiências e reconhecê-las como próprias, nos permite compreender melhor o velho ensinamento que define a memória como atributo da nossa fidelidade a nós mesmos. O homem que se conhece, o homem que se possui, o homem que se atende, é um homem que guarda fidelidade à sua condição de homem, tem memória e, por conseguinte, atenção e consciência”.
www-nova-acropole.org.br
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
