Mercado Central pode se tornar patrimônio histórico e cultural

Matheus Augusto
Quatro projetos estão em pauta para votação na tarde de hoje, na Câmara de Divinópolis. Das proposições, três tratam da mudança do nome de ruas. A última aborda a conservação como patrimônio histórico do Mercado Central.
Rua 11
Rodyson do Zé Milton (PV) é autor de duas das proposições. A primeira prevê a mudança da rua 11, no bairro Progresso, para rua José Luiz Pereira.
— Se tornou empresário no ramo de confecção e calçados. Não satisfeito somente com o trabalho empresarial, atuou no Lions Clube e junto à Câmara Municipal com vários trabalhos voluntários onde pôde somar com a tão amada cidade de Divinópolis em prol dos divinopolitanos. Deixou um grande legado aos filhos, netos e amigos, era companheiro de boa prosa, sempre espalhando alegria por onde passava — justificou o vereador.
A segunda altera o nome da rua 11, no bairro Residencial São Frei Galvão, para Hélio Márcio Pereira.
— Foi representante comercial. Passou a maior parte da sua vida nas estradas, trabalhando no que gostava. Viajava pelo Brasil, em seu carro simples cortava estados — relata.
‘Bira’
A segunda mudança pendente de aprovação foi apresentada por Zé Braz (PV). O texto denomina Ubiracy de Lima Maia a rua Quatro, no bairro Prolongamento Eldorado.
Ubiracy, cita o vereador, atuou por quatro anos como agente administrativo no Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região (Sintram), se formou em serviço social e atuou, em 2015, como assessor parlamentar na campanha do atual deputado estadual Cleitinho Azevedo (Cidadania), que, na época, concorria a vereador.
— No dia 14 de junho de 2021, Bira, esse importante cidadão divinopolitano, veio a falecer em decorrência de complicações causadas pela covid-19, deixando em todos que tiveram a oportunidade de partilhar a vida, seu grande legado, o de fazer o bem sem importar a quem — complementa.
Responsabilidade
Caso as três mudanças sejam aprovadas, a Prefeitura fica obrigada a colocar placas indicativas nos locais, bem como comunicar as alterações à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), à Empresa de Telefonia e aos Cartórios de Registros de Imóveis.
Tombamento
O quarto e último projeto do dia tem como autor Hilton de Aguiar (MDB). O objetivo do Projeto de Lei CM 212/2021 é caracterizar o Mercado Central como patrimônio histórico e cultural de Divinópolis. A atual Administração ficaria responsável por formalizar os trâmites burocráticos referentes ao tombamento.
— Em Divinópolis, a população busca se apegar no que há de melhor para que o amor pela cidade e pela cultura local sejam retomados. O Mercado Central é uma unidade de conservação municipal de uso comum localizado em uma área central e privilegiada nesta cidade — defende o parlamentar.
Hilton destacou a história do local como importância para a cidade.
— Este Mercado foi idealizado, após estabelecida a interdição do cemitério local e a demolição da Igreja do Rosário, em meados de 1927. Findada sua construção, foi inaugurado em junho de 1959, onde foram se concentrando, aos poucos, inúmeros comerciantes, que mesmo com altos e baixos, até hoje oferecem uma extensa variedade de produtos, e promovem na medida do possível eventos culturais de entretenimento a toda população — citou.
Para o vereador, a aprovação é vital para o “crescimento do interesse de visitas, conservação e investimentos tanto da iniciativa pública como da privada”.
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