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Minas Gerais registra quase 200 casos de Sarna e acende alerta

Andradas registra 16 registros em três unidades da educação infantil

Por Ana Luisa Freitas · Redação· 3 min de leitura
Minas Gerais registra quase 200 casos de Sarna e acende alerta

Os casos de sarna humana, também conhecida como escabiose, têm chamado a atenção de autoridades de saúde e da população em diferentes municípios de Minas Gerais. Segundo dados levantados até o momento, o estado já soma quase 200 casos registrados, aumentando a preocupação com a circulação da doença. A escabiose é provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que se instala na pele e pode causar coceira intensa, principalmente durante a noite, além de pequenas lesões, vermelhidão e irritação.

Embora seja contagiosa, a escabiose possui tratamento e pode ser controlada quando as orientações de saúde são seguidas corretamente. A identificação dos sintomas e a busca por atendimento são importantes para iniciar o tratamento e reduzir a possibilidade de transmissão para outras pessoas.

Últimos casos

No Sul de Minas, Andradas acompanha o aumento de casos de escabiose entre crianças de unidades de educação infantil. A Prefeitura informou nesta quarta-feira, 30, que o número de casos confirmados subiu para 16 em três unidades do município. Os primeiros registros ocorreram no Centro Municipal de Educação Infantil Nara Pioli, conhecido como creche do Jardim Mirante.

Sete crianças da unidade começaram a apresentar sintomas na última sexta-feira, 25, como coceira intensa, manchas e feridas provocadas pela coceira. Diante da situação, as atividades da creche foram suspensas por 72 horas para limpeza e higienização. A previsão inicial era de que as aulas fossem retomadas normalmente na última terça-feira, 29, enquanto os casos permaneciam sob monitoramento.

Com a confirmação de novos casos, as Secretarias Municipais de Saúde e de Educação se reuniram para avaliar a situação e definir novas medidas de acompanhamento. Equipes das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica estiveram nas unidades, orientaram as famílias e recomendaram atendimento médico para crianças com sintomas ou suspeita da doença.

O município também mantém ações de monitoramento epidemiológico e prevê treinamento para profissionais das redes municipal, estadual e particular, com apoio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST).

Sintomas

Um dos principais sinais da escabiose é a coceira intensa, geralmente mais forte durante a noite, acompanhada de pequenas lesões, vermelhidão, descamação e feridas provocadas pelo ato de coçar. As marcas podem aparecer em diferentes regiões do corpo, como mãos, espaços entre os dedos, punhos, braços e cintura. Em crianças, as lesões podem atingir áreas mais extensas.

Nem toda coceira indica escabiose. Por isso, diante de sintomas persistentes, especialmente após contato com uma pessoa infectada ou quando outros moradores da casa apresentam sinais semelhantes, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Contaminação

A transmissão da escabiose ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada. A doença também pode ser transmitida pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal, como roupas, toalhas e lençóis que tenham entrado em contato com a pessoa contaminada.

O período de incubação pode chegar a cerca de 24 dias na primeira infecção. Nesse intervalo, a pessoa já pode transmitir o parasita mesmo antes do surgimento dos primeiros sintomas.

Pessoas que vivem na mesma casa, frequentam os mesmos ambientes ou compartilham objetos pessoais, como roupas, toalhas e roupas de banho, estão mais sujeitas à contaminação. O risco também aumenta em situações de contato físico próximo e prolongado, como entre pessoas que moram juntas ou casais. 

Tratamento e prevenção

O tratamento da doença é considerado simples e eficaz quando realizado corretamente. Ele pode ser feito com medicamentos de uso tópico, como cremes e loções, que devem ser aplicados em todo o corpo, geralmente durante a noite, permanecendo na pele por algumas horas. Em casos específicos, como surtos coletivos ou pacientes com baixa imunidade, o uso de ivermectina por via oral pode ser indicado por um profissional de saúde.

Os medicamentos ajudam a aliviar os sintomas e a interromper a transmissão da doença. Por isso, é importante buscar atendimento médico para receber a orientação e a prescrição adequadas. O tratamento está disponível na rede pública de saúde.

Apesar do alerta em municípios da região, Divinópolis não possui registros recentes de surto. Ainda assim, as autoridades de saúde orientam a população a ficar atenta aos possíveis sintomas e procurar atendimento médico assim que houver suspeita da doença.


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