Novo capítulo

Os embates entre o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) e o vereador Flávio Marra (Patriota), que de uns tempos para cá são mais constantes e, às vezes, até levados para o campo pessoal, ganharam um novo capítulo. Marra entrou com uma representação no Ministério Público sobre as falas do prefeito num vídeo publicado nas redes sociais dele, onde faz menção a pedidos de dinheiro a empresários, para bancar reforma em bens públicos. O objetivo conforme o documento assinado pelo vereador é saber como estes repasses são feitos. O MP está com uma cópia do vídeo. Quando se terá um posicionamento do órgão, ainda não se sabe, mas que vem mais vídeos por aí explicando e respondendo, é fato consumado.
Modelo mantido
O governador Romeu Zema (Novo) seguirá a decisão de outros governadores e anunciou que Minas Gerais manterá o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) de ensino. Decisão acontece um dia após dia após a gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que iria encerrar as atividades das Escolas Cívico-Militares, uma das principais bandeiras do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados, os quais têm governadores que apoiaram o ex-presidente, os governadores já haviam anunciado a permanência, como Zema está neste time, é evidente que não iria desfalcá-lo.
É prioridade
Ao confirmar sua decisão, Romeu Zema disse que em Minas, a Educação é sempre prioridade. Afirmou ainda que as escolas seguem funcionando com gestão compartilhada dos Bombeiros, e que a tradição, a disciplina de uma das instituições mais respeitadas do mundo, se une ao trabalho de ensino dos mineiros. Neste caso, manda quem pode e obedece quem achar que deve. Mas que o modelo deveria ser adotado por todas as escolas públicas, se houvesse condições para isso, isso sim. Há tempos a disciplina e o respeito deixam a desejar nas instituições de ensino brasileiras. Prova disso, não as constantes brigas entre alunos, agressões a professores e até mortes.
Quem fala muito...
A oposição no Congresso revelou nesta quinta-feira, que entrará no Senado com um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. O pedido vem após Barroso afirmar em evento da União Nacional dos Estudantes (UNE) ter derrotado o bolsonarismo. A declaração foi feita num momento em que o ministro foi vaiado por um grupo de estudantes de enfermagem, por conta da decisão que chegou a suspender o pagamento de piso para o setor. "Já enfrentei a ditadura e já enfrentei o bolsonarismo. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, respondeu afirmando não se preocupar com o ato. Como dizem os mais antigos: “Quem fala muito, dá bom dia, cavalo”! Agora é tentar explicar o inexplicável.
Novo impeachment
E foi exatamente o que fez a assessoria do STF que divulgou uma nota ontem explicando que a fala do ministro sobre "derrotar o bolsonarismo" se tratava de uma referência ao voto popular e não sobre a atuação de qualquer instituição. Na verdade, respondeu, mas não convenceu. A fala do ministro desagradou vários deputados e senadores bolsonaristas, afirmando que Barroso "deixou clara sua atuação político-partidária". Reafirmaram que pretendem apresentar um pedido de impeachment do ministro do STF. De um lado, um representante da Justiça que fala demais a exemplo do ex- presidente, do outro, os que têm razão, mas a maioria, que se aproveita da situação para aparecer.
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