O dilema do calendário

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
A queda de rendimento e a diferença na atuação de muitos times, em algumas partidas, são sim uma consequência direta com o desumano calendário do futebol brasileiro. O fato em si não pode e muito menos deve servir como desculpa quando os resultados não são os esperados pelos seus torcedores, e muito menos ser usado como muletas para comissões técnicas e jogadores, mas a realidade é nua e crua, deixando claro que existe sim, e ninguém pode negar este fato, uma relação direta entre o excesso de jogos num curto espaço de tempo e a performance dos atletas em campo, em algumas partidas.
Desumano
Que fique claro que isso não pode e nem deve servir como desculpa para ninguém, mas tomando por exemplo apenas o time do Cruzeiro, que fez quatro jogos em apenas onze dias, intercalados por longas viagens, este é sim um detalhe que deve ser levado em consideração antes de se fazer qualquer crítica a este ou aquele, pelos maus resultados em campo. É desumano este calendário do futebol nacional e afeta de forma direta o comportamento dos jogadores em campo.
Comemorar o empate
É fato que o time celeste fez uma de suas piores apresentações do ano no último domingo, em Chapecó, no empate sem gols com a Chapecoense, com o resultado sendo apenas o reflexo pelo que o time deixou de produzir em campo. E tem mais, a Raposa deve mais é festejar o resultado, por ter agora a chance de decidir em casa no jogo de volta, marcado para esta quarta-feira, 5, no Mineirão.
Ainda mais quando todos sabemos da maratona que o time teve que enfrentar para fazer os dois jogos seguidos fora de Belo Horizonte: enfrentou e venceu o Coritiba por 1 a 0 no Estádio Couto Pereira na quinta-feira, 30, pelo Brasileirão, e empatou em 0 a 0 com a Chapecoense na Arena Condá, em Chapecó, na noite de domingo, pela ida das oitavas da Copa do Brasil.
Galo também sofreu
Com menor ou maior drama que a Raposa, o Galo também sofre com o calendário, e os últimos resultados deixam isso ainda mais claro, refletindo diretamente nos dois últimos desempenhos do time, pelo Brasileirão e Copa do Brasil. Depois de uma exibição quase que perfeita na rodada anterior do campeonato brasileiro, quando fez uma de suas melhores apresentações no ano, desbancando o líder Palmeiras na casa do Porco, mesmo atuando em sua Arena, em Vespasiano, o time voltou a oscilar e decepcionar a Massa, não saindo de um empate sem gols com o Juventude, pela Copa do Brasil.

Dia de decisão para o Galo
Falando em Copa do Brasil, a noite desta terça-feira é de decisão para o Galo. No Sul, na cidade de Caxias, no estádio Alfredo Jacomi, o Galo volta a enfrentar o Juventude, precisando vencer para avançar às quartas de final. A partida está marcada para as 19h30, quando o time mineiro buscará reviver o sucesso de poucos anos atrás.
Em 2016, também pela Copa do Brasil, o Galo esteve na mesma situação e saiu classificado do Alfredo Jaconi no sufoco, com direito a brilho de São Victor, goleiro que se tornou ídolo do clube.
A diferença é que em 2016, o Atlético havia vencido o jogo de ida em Minas Gerais por 1 a 0, acabou derrotado pelo mesmo placar no Sul, e teve que ir para a disputa de pênaltis, e agora o Alvinegro vive uma situação mais apertada. No último sábado, empatou sem gols na Arena MRV. Com isso, o time precisa vencer em Caxias do Sul para avançar às quartas de final.
jcqueroviver@hotmail.com.br
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