O jogo da real virada celeste?

Batendo Bola
José Carlos de Oliveira
Sim, é fato que o Cruzeiro sob o comando de Artur Jorge vem se reencontrando em campo e os últimos resultados do time no Brasileirão deixam isso bem claro, mas os reflexos do péssimo momento vivido sob o comando do tal de Tite ainda são reais, e qualquer tropeço ainda pode colocar dúvidas e incertezas na cabeça de muitos.
No nacional, mesmo com as três vitórias seguidas, a posição na tabela ainda requer atenção e todo cuidado é pouco, com tudo podendo mudar em apenas uma rodada. A atenção e o empenho têm que seguir em alta, mas é na Copa Libertadores e na Copa do Brasil que as atenções devem ser redobradas.
Manter o momento
Ao fim da rodada do fim de semana, o time celeste respirou um pouco mais aliviado, em termos de rebaixamento, tendo subido algumas posições na tabela, mas mesmo assim com apenas dois pontos à frente do primeiro time no Z4, toda atenção é pouca e o clássico do fim de semana, frente o Galo, pode sim se tornar um divisor de águas.
Pontuar o máximo possível
Com mais cinco jogos a disputar, antes da parada para a Copa do Mundo, conseguir o maior número de pontos possíveis e se manter, pelo menos, em uma posição mais confortável na tabela, pode sim ser o divisor de águas para a reta final, determinando por quais objetivos, não somente o Cruzeiro, como também os demais times que disputam o torneio, terão condições de brigar quando a bola voltar a rolar.
Vencer é o que importa
Já para o duelo de hoje, frente os argentinos pela Libertadores, um triunfo é de suma importância e pode ter peso enorme em toda a campanha do time estrelado nesta metade do ano. Com o novo regulamento da Libertadores, onde os confrontos diretos têm peso maior que o saldo de gols, vencer duelos diretos em casa é de suma importância, e como a Raposa já foi derrotada na última rodada pela Universidad Católica, em pleno Mineirão, por 2 a 1, para o duelo de logo mais é vencer ou vencer.
Nem mesmo o empate interessa, e este pode sim ser o jogo da real virada, que determinará se a recuperação é mesmo para valer ou se é apenas um momento.

Cruzeiro segue se recuperando na temporada
Gosto amargo da derrota
Mais que a goleada de 4 a 0 para o Urubu na noite de domingo, em plena Arena MRV, é o momento do time do Atlético o que mais preocupa, e o desespero da Massa alvinegra já se faz sentir em rodas de conversa.
E não tem como ser diferente. Em nenhum momento neste ano a equipe deu sinais de que poderia brigar na parte de cima da tabela, e com a zona de rebaixamento batendo à porta, o medo já se reflete no semblante de muitos.
Efeito Hulk
No futebol não existem meias verdades e muito menos suposições, mas bastidores de muitos clubes costumam sim influir no desempenho dos times. E tenho para mim algumas dúvidas se não é este o caso do Galo, nesta novela interminável da diretoria com o craque Hulk.
E ao tirar o jogador do duelo frente o Flamengo, em pleno estádio, a diretoria pode sim ter dado o maior tiro no pé, e até ter contribuído pelo péssimo futebol apresentado pelo time em campo, com a goleada sendo apenas uma das consequências.
Descendo a ladeira
Mas deixando de lado o caso Hulk e focando apenas no time, a realidade é que o Galo de hoje dá é medo, com sinais claros para ser de pesadelo e preocupação para sua torcida, e se nada mudar nas próximas rodadas, a tendência é de bater o desespero para as bandas de Vespasiano, com o Z4 passando a ser novamente um drama a ser evitado a todo custo.
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