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OMO se pronuncia após outra fábrica clandestina ser desmantelada em Divinópolis  

OMO se pronuncia após outra fábrica clandestina ser desmantelada em Divinópolis  

Da Redação

A Polícia Militar desmantelou, nesta segunda-feira, 24, mais uma fábrica clandestina de falsificação de sabão em pó em Divinópolis. A ação resultou na apreensão de 40 toneladas do produto irregular, além de 5 mil embalagens, 3 mil unidades prontas para venda, uma carreta e uma van utilizadas no transporte. Dois homens foram presos, e o local foi interditado pela Receita Estadual.  

Esta é a segunda operação em 2025 — em janeiro, outra fábrica ilegal havia sido fechada, com 12 toneladas de sabão em pó falsificado apreendidas. As investigações indicam que as quadrilhas estão se especializando na falsificação de marcas consagradas, como a OMO, que já emitiu um comunicado alertando os consumidores sobre como identificar produtos adulterados.  

Operação no Rancho Alegre 

A operação policial foi deflagrada após investigações de inteligência que monitoraram o galpão no bairro Rancho Alegre. No local, os policiais encontraram equipamentos industriais, matéria-prima de origem duvidosa e dezenas de funcionários, incluindo menores de idade, o que levou ao acionamento do Ministério do Trabalho.  

Segundo a PM, a estrutura operava em larga escala, com logística organizada para produção, embalagem e distribuição do produto falsificado. A carga apreendida seria suficiente para abastecer supermercados e pequenos comércios da região, gerando prejuízos tanto para a marca original quanto para os consumidores, que adquiriram um produto de qualidade inferior.  

Crescente onda de falsificação  

O caso em Divinópolis não é isolado. Em 2024, a Polícia Civil já havia desarticulado dois galpões em Carmo do Cajuru onde foram apreendidas 60 toneladas de sabão em pó falsificado. Na ocasião, um homem foi preso por alugar os imóveis para a produção ilegal.  Antes, em Nova Serrana, foram pelo menos duas ocorrências semelhantes.

As investigações apontam que as quadrilhas atuam em rede, distribuindo o produto falsificado para diferentes regiões do estado. A Receita Federal e a Polícia Civil têm atuado em conjunto para rastrear a origem da matéria-prima e identificar outros envolvidos.  

OMO alerta 

Em nota enviada ao Agora, a OMO afirmou que acompanha as investigações e reforçou a importância de os consumidores ficarem atentos a sinais de falsificação:  

- Embalagem: verificar se o fechamento do cartucho está bem vedado.  

- Impressão: cores desbotadas ou rótulos mal impressos podem indicar irregularidade.  

- Código de barras e data de validade: produtos originais têm gravação a laser nítida.  

- Textura e perfume: o sabão falsificado pode ter granulagem irregular e cheiro diferente.  

A empresa orienta que, em caso de suspeita, o consumidor entre em contato com o SAC (0800-707-9977) ou pelo site oficial.  

Riscos à saúde e prejuízos

Além do dano financeiro às empresas, o sabão em pó falsificado pode conter substâncias tóxicas, causando alergias e irritações na pele. A Receita Estadual alerta que a comercialização de produtos adulterados configura crime contra a ordem tributária e o consumidor, com penas que podem chegar a 8 anos de prisão.  

O delegado Vivalde Levilesse, que coordenou operações anteriores, destacou que as investigações continuam para desarticular toda a cadeia do esquema.  

O que dizem as autoridades?

Polícia Militar: 

— Estamos intensificando a fiscalização em galpões industriais suspeitos. A população pode ajudar com denúncias anônimas através do 181 — recomenda. 

Receita Estadual:

 — A falsificação sonega impostos e coloca a saúde pública em risco. Todo o material apreendido será destruído — explica. 

Ministério do Trabalho: 

— A exploração de mão de obra irregular, incluindo menores, é inaceitável. As empresas envolvidas serão penalizadas —  revela. 

Consumidor deve ficar atento  

Com a proximidade de promoções em redes varejistas, a polícia alerta para a importância de comprar em estabelecimentos confiáveis.

Produtos com preço muito abaixo do mercado ou embalagens com defeitos de fabricação devem ser evitados.  

Como denunciar? 

- Disque Denúncia: 181  

- Polícia Civil: 197

- Polícia Militar: 190  

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