Operação Blackout desarticula organização criminosa na região

Da Redação
Uma grande ofensiva contra o crime organizado foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 10, nas cidades de Divinópolis e Oliveira. Batizada de Operação Blackout, a ação é coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio das polícias Militar, Civil e Penal.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados judiciais, sendo 30 de busca e apreensão e 15 de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio de valores. A investigação mira uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, porte ilegal de arma de fogo, corrupção policial e embaraço às investigações.
Relação com homicídios
Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após uma sequência de homicídios registrados em Oliveira, que estariam ligados à disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas na região. A partir desses crimes, os investigadores passaram a monitorar a atuação do grupo, identificando uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação em mais de um município.
Prisões e mandados judiciais
Durante a Operação Blackout, a Justiça autorizou 15 prisões preventivas, consideradas fundamentais para interromper a atuação da organização criminosa e evitar a destruição de provas. Além disso, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em residências e outros endereços ligados aos investigados.
Entre os alvos da operação está um policial civil, que teve a prisão preventiva decretada. Ele é suspeito de repassar informações sigilosas de investigações aos integrantes da organização criminosa, comprometendo ações policiais e favorecendo o grupo investigado.
Sequestro de bens
Como forma de enfraquecer financeiramente a organização, a Justiça determinou o sequestro de nove bens, sendo cinco imóveis e quatro veículos, além do bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados. Ao todo, foram expedidas 19 ordens de sequestro e bloqueio financeiro.
Mobilização
A operação contou com uma ampla mobilização das forças de segurança pública. Participaram da ação 125 policiais militares, 30 policiais civis, 12 policiais penais, além de servidores do Ministério Público e um promotor de Justiça. Foram empregadas 46 viaturas, uma equipe da ROCCA, com cães farejadores, e uma aeronave da Polícia Militar.
Investigações continuam
O Ministério Público informou que as investigações seguem em andamento e que novas prisões não estão descartadas. O objetivo da Operação Blackout é desarticular completamente a estrutura criminosa, identificar todos os envolvidos e impedir a continuidade das atividades ilegais na região.
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