Operação Gontijo avança em Divinópolis e mira organização ligada ao tráfico internacional

Da Redação
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na manhã desta quarta-feira, 4, a segunda fase da operação Gontijo em Divinópolis. A ação teve como alvo suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em tráfico internacional de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, venda de medicamentos irregulares, além de práticas de descaminho e contrabando.
Durante a operação, policiais civis cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), com apoio do 7º Departamento de Polícia Civil em Divinópolis.
Nos locais vistoriados, foram apreendidos celulares e computadores que agora passarão por perícia e análise técnica. De acordo com a Polícia Civil, os equipamentos poderão fornecer novas provas e ajudar a aprofundar as investigações sobre a estrutura e o funcionamento do grupo criminoso.
Rota caipira
Segundo as apurações, a organização utilizava a chamada “rota caipira”, que passa pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, para transportar drogas e outras mercadorias ilícitas vindas do Paraguai. A logística permitia que os produtos ilegais chegassem ao Centro-Oeste mineiro e fossem distribuídos em diferentes regiões do país.
De acordo com a Polícia Civil, o objetivo desta nova etapa da operação é reunir mais elementos probatórios e avançar na identificação de integrantes da organização, além de desarticular a estrutura criminosa instalada na região.
Origem das investigações
A segunda fase da operação é um desdobramento de uma ação policial realizada em 27 de maio de 2025, quando investigadores do Denarc prenderam em flagrante um suspeito por tráfico de haxixe em Divinópolis. A droga, conforme as investigações, também teria origem no Paraguai.
Na ocasião, o investigado tentou escapar da abordagem policial jogando o veículo que conduzia contra agentes do Denarc, dando início a uma perseguição pelas ruas da cidade. Durante a fuga, ele chegou a colidir contra uma viatura descaracterizada da Polícia Civil.
A perseguição se estendeu por cerca de três quilômetros, passando pelo bairro Bela Vista e seguindo até a avenida Autorama, via que dá acesso à MG-050. Após perder o controle da direção, o suspeito bateu o carro em um poste, abandonou o veículo e fugiu a pé.
A namorada dele, que estava no automóvel no momento da ação, foi detida no local. O principal suspeito foi localizado e preso cerca de 24 horas após o episódio.
Durante aquela operação, a Polícia Militar também foi acionada para prestar apoio após a troca de tiros registrada durante a perseguição.
Dez meses de investigação
A partir da prisão em flagrante, equipes do Denarc intensificaram as apurações para identificar possíveis conexões do suspeito com outros integrantes do esquema criminoso.
Ao longo de cerca de dez meses de investigação, os policiais conseguiram mapear a atuação de dezenas de integrantes da organização criminosa. Entre os investigados, há suspeitos com atuação em outros estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura organizada para a logística de transporte e distribuição das drogas e de outros produtos ilegais, utilizando rotas rodoviárias para evitar a fiscalização e ampliar o alcance das atividades ilícitas.
Investigação continua
A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico, unidade vinculada ao Denarc. As equipes continuam analisando o material apreendido nesta nova fase da investigação.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas. O objetivo é identificar todos os envolvidos e reunir provas suficientes para responsabilizar judicialmente os integrantes da organização criminosa.
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