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Esportes

Para salvar a Primeira Liga

Por Portal Agora
Para salvar a Primeira Liga

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

Criada para ser a solução e a salvação dos grandes clubes de futebol do Brasil (exceto os paulistas, que se dão bem com seu torneio regional) no início de temporada, a Copa Primeira Liga vai caindo no descrédito e seus idealizadores terão que correr contra o tempo para tentar salvar o que restou do torneio. E terão que agir rápido.

Tudo bem que tenham encontrado dificuldades que não esperavam (até mesmo disputas internas), mas o que não poderiam fazer era dar o braço a torcer e ser eles mesmos a jogar água no chope. Pode até soar estranho, mas esta é a maior verdade: aqueles que deveriam jogar a competição para cima foram os primeiros a dar para trás e colocar a disputa em xeque.

E na edição deste ano, os fatores negativos suplantam em muito os positivos. Conflitos de datas e equipes levando para campo atletas das categorias de base são os menores dos problemas. Mais grave, é o fato de os dirigentes nunca se darem por vencidos. Apenas o clube que dirigem importa... O resto é apenas o resto.

E não era para ser assim, não. Mas fazer o que, enquanto os dirigentes não se unirem para buscar o bem comum, em vez de colocar o carro na frente dos bois, será esta a nossa realidade.

Mudanças para 2018 são anunciadas   

Com tanta lambança, a Primeira Liga estuda mudanças para o ano que vem. A intenção é ter um torneio mais enxuto, com equipes que atraiam torcedores e que não tratem a competição como supérflua. Uma das ideias com maior aceitação entre os clubes participantes é realizar minitorneios, com sedes fixas e quatro clubes cada uma delas. Eles jogariam entre si dentro de cada sede e os campeões se classificariam para as semifinais.

É esta a solução? Pode até ser. Como jogaram lama na ideia original, que busquem então um consenso para não deixar a copa morrer. Porque isso é o que querem os homens da CBF e das federações. Manter os clubes sob cabresto, sem ter a quem ou a que recorrer.

MANGUEIRAS BRASIL

Críticas nas redes sociais

Nos tempos modernos, quando as redes sociais ditam os rumos da moda, tem muita gente sem noção que se aproveita para jogar pedras em tudo e em todos. E chovem críticas para tudo quanto é lado. Até mesmo a vida privada e particular de “celebridades” é colocada em “xeque”, como se a pessoa devesse agir como pensa e quer a maioria.

Menos, minha gente, bem menos. “Devagar com o andor, que o santo é de barro”, e nunca se esqueçam de cuidar do próprio telhado, que pode até ser de vidro.

E no futebol também não é diferente. Escondida atrás de teclados de computadores, tem muita gente sem noção que critica por criticar. Em muitos casos chegam a ofender atletas e clubes. Foi este o caso com o zagueiro Dedé, do Cruzeiro.

Vivendo um drama com uma grave contusão que o afastou dos gramados por um longo período, o jogador do Cruzeiro foi criticado e xingado como se fosse o culpado por suas contusões, atrapalhando –o  em sua sua recuperação.

Agora vai chegando a hora de ele dar, em campo, a resposta aos mais exaltados. Já de volta aos treinamentos na Toca da Raposa II, o zagueiro está prestes a voltar a vestir a camisa celeste. E os mesmos que a bem pouco tempo o criticavam, serão os primeiros a aplaudi-lo. Basta que ele mostre aquilo que pode e sabe fazer.

O desvalorizado futebol carioca

Vasco e Flamengo numa semifinal de Taça Guanabara sempre foi sinônimo de grandes jogos e excelentes públicos. Mas isso é coisa do passado. Agora é um jogo como outro qualquer e tudo graças à incompetência dos dirigentes de futebol do Estado do Rio de Janeiro, que conseguiram matar sua “galinha dos ovos de ouro”. E o resultado é o que estamos vendo agora, com os clubes falidos e sobrevivendo à custa de muito sacrifício, e o torneio regional cada vez mais desacreditado.

Com Fluminense e Flamengo classificados para a grande decisão do final de semana, até ontem os dirigentes não sabiam onde e quando seria disputada a partida. E depois ainda querem que a torcida apoie seus clubes... Do jeito que está o ritmo é de funeral e não de festa.

Que os dirigentes parem para refletir sobre a decadência do futebol carioca é o único caminho para sair do fundo do poço. Não há outra alternativa.

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