Pesquisadores levam nome de Divinópolis país afora e ao mundo

Da Redação
A área da saúde também é destaque no aniversário de 113 anos de Divinópolis. Pesquisadores da ‘Princesinha do Oeste' levam o nome da cidade aos quatro cantos do país pelo trabalho de excelência nas mais diversas áreas.
Médico premiado pelo atendimento humanizado, dentista reconhecido internacionalmente e hospital referência país afora pelo serviço prestado. Personagens que ajudam a explicar o sucesso da cidade no setor.
Médico
O otorrinolaringologista Leandro Brandão foi premiado internacionalmente no WEmbrace Awards 2025, realizado no início do ano em Milão, na Itália. O médico foi premiado na categoria Sfera The World.
Leandro viralizou ao mostrar pacientes fantasiados de super-heróis antes de cirurgias. O vídeo ultrapassou 1 milhão de visualizações e teve diversos compartilhamentos. O reconhecimento pelo atendimento humanizado veio por meio da premiação.
— A minha intenção é mesmo minimizar esse aspecto para que seja uma experiência mais leve para as crianças e familiares — disse o médico.
Para o médico, o reconhecimento internacional significa a oportunidade de promover ainda mais a humanização.
— Uma oportunidade de ouvir histórias muito impactantes, muito bonitas e conhecer pessoas incríveis — completou.
Dentista
O pesquisador e cirurgião-dentista Sérgio Araújo Andrade também leva o nome de Divinópolis por meio de seus atendimentos e pesquisas. O pesquisador trabalha com exame de fluorescência desde 2007, sendo um dos primeiros do mundo a realizar a técnica, que permite a identificação de lesões imperceptíveis no exame clínico tradicional.
Em 2016, seus esforços foram reconhecidos com a conquista do 1º lugar do projeto de pesquisa The Future Health, da British Medical Journal (BMJ) da Inglaterra, em parceria com o portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do governo brasileiro.
Em 2019, fez parte do grupo que, naquele ano, se tornou o que realizou o maior número de publicações focadas em fluorescência no mundo, além da recente conquista como o grupo com mais publicações sobre efeitos dos cigarros eletrônicos na saúde oral, juntamente com seus colegas de equipe Patrícia Alves da Costa, Ana Luisa Amaral e Bashir Lwaleed.
No mesmo ano, sua patente de um dispositivo de medição e classificação de lesões orais e dermatológicas se tornou a 1ª patente da história da UFSJ a ser licenciada para produção.
Hospital
O Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) também foi premiado internacionalmente pelo seu trabalho realizado na cidade. O hospital recebeu 14 premiações no Quality Festival 2024, promovido pelo Latin American Quality Institute.
Dentre as 14 premiações recebidas pelo CSSJD, destacam-se o Troféu Institucional LAQI, reconhecimento máximo que homenageia os sucessos alcançados na gestão da instituição e o Certificado Member, que reconhece a capacidade do CSSJD de se apresentar internacionalmente como membro da LAQI.
Para a diretora-CEO do CSSJD, Elis Regina Guimarães, receber as premiações é motivo de muita honra.
— É algo que vai além da nossa visão, englobando também o ESG (Ambiental, Social e Governança), que é muito importante para a área da saúde, e que atualmente faz muita diferença para o planeta — comentou.
O diretor-presidente do CSSJD, André Waller, também destacou a importância do reconhecimento.
— É uma forma de nos motivar ainda mais na nossa missão de nos consolidarmos como um dos melhores Complexos de Saúde filantrópicos do Brasil, e reafirmar nosso negócio de Governança Assistencial com foco na Alta Complexidade — disse.
Faculdade
Uma pesquisa desenvolvida pela UFSJ Campus Dona Lindu de Divinópolis testa um composto promissor para tratar a epilepsia. Em caso de sucesso, o trabalho também deve ser reconhecido internacionalmente.
A coordenadora de pesquisa, Luciana Carvalho, explicou que o composto mostrou capacidade ativa para tratar a doença.
— A nossa escolha foi aplicar o Better-15 para estudar a epilepsia do lobo temporal, que é a forma mais comum da doença em adultos — explicou a pesquisadora.
A pesquisa já faz sucesso na Associação Brasileira de Epilepsia. A embaixadora Denise Martins destaca que novas opções de tratamento são fundamentais para garantir a saúde do paciente.
— Esse tipo de pesquisa nos ajuda a, provavelmente, ter medicamentos que a população pode acessar com maior facilidade. É muito bem-vinda — comentou a embaixadora.
A pesquisa científica pode ser testada em breve. O trabalho acadêmico está sendo desenvolvido por professores, estudantes e demais membros do corpo docente da UFSJ Campus Dona Lindu, em Divinópolis.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
