Carregando clima…
Polícia

Polícia Civil investiga caso de padre em motel

Por Portal Agora
Polícia Civil investiga caso de padre em motel

Rafael Camargos

A Polícia Civil iniciou as investigações envolvendo o padre Cléver Geraldo de Sousa, de 55 anos, que foi roubado, agredido e trancando em um motel na MG-050, no último domingo, 5. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) na segunda-feira, 6. As investigações começaram, mas ainda não se tem muitos detalhes do caso e detalhes serão repassados pela PC no decorrer das investigações.

Versões

Para os militares, o padre relatou que passava em um quebra-molas, na rodovia quando foi rendido por um rapaz que estava na rodovia. Em depoimento, ele ainda disse que depois disso não se lembrava mais de nada e que ficou por um tempo desacordado. O religioso foi socorrido por funcionários do local, que chamaram um táxi e pediram para levá-lo ao hospital onde foi atendido. A unidade de saúde informou que ele está em observação, mas não deu detalhes do paciente.

De acordo com o depoimento de funcionários, Cléver chegou ao estabelecimento com outro homem às 22h50 de domingo, em um carro. Depois de 40 minutos em que ambos estavam em um quarto, a conta foi paga e o carro deixou o motel em alta velocidade. No dia seguinte, por volta das 6h, uma faxineira foi até o quarto para arrumá-lo, mas encontrou a porta trancada, que só foi aberta após a chegada de um chaveiro.

Ainda segundo os funcionários, o padre estava bastante ferido. A funcionária disse aos militares que se ofereceu para chamar socorro, mas o padre Cléver se recusou. Neste momento, ele acionou por telefone o taxi.

O taxista procurou a PM e relatou aos policiais que, ao ver os ferimentos do padre, recusou-se a fazer a corrida. Ele disse que foi convencido pelos funcionários do motel, que disseram que Cléver era "um cliente antigo e de confiança". Ainda de acordo com o motorista, o religioso pediu para ir a Ermida, onde tem parentes, mas no meio do caminho mudou o trajeto indo até São Sebastião do Oeste. O padre saltou em frente à sede da paróquia e retornou com o dinheiro para pagar a corrida.

Diocese

Em nota, o bispo dom José Carlos Campos informou que soube dos acontecimentos e repudia toda e qualquer forma de violência, independentemente de quem sejam seus autores, seus alvos e suas circunstâncias. O religioso lamentou, imensamente, notícias desta natureza, pois revelam e atraem as atenções e os ânimos sobre as mazelas dos membros da Igreja Católica. E disse que esta não é a primeira nem será a última vez, infelizmente. Disse que isso incomoda, mesmo sabendo que estas fraquezas estão por toda parte, mas não deveriam marcar a vida de quem desejou e escolheu livremente um caminho de vida exemplar e testemunhal no seguimento de Jesus. Sobre as circunstâncias, as motivações e os detalhes do ocorrido, afirmou  que não tem nada a dizer.

— Estes esclarecimentos, justificativas e informações cabem ao padre. Em se tratando de comportamento comprovadamente ilícito e imoral, haveremos de tomar as medidas e aplicar as penalidades cabíveis, mas fora do ímpeto do momento, das solicitações externas e depois de ouvirmos suficientemente o padre. Certamente, o padre não estará à frente de alguma paróquia por ora. E será ajudado diante das suas demandas humanas e vocacionais. Peço a todos orações pelo sacerdote e pela nossa Igreja. Que a oração de uns pelos outros nos converta a todos — encerrou.

 

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…