Presa influenciadora divinopolitana indiciada por crimes virtuais

Emma Spinner foi detida em operação na BR-262; rede social da suspeita contava com mais de 70 mil seguidores
Lucas Maciel
A influenciadora digital de Divinópolis, Emma Spinner, foi presa na noite da última segunda-feira, 17, durante uma operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Ela é acusada de cometer diversos crimes virtuais, e sua prisão foi resultado de uma verificação de rotina feita pelos agentes da PRF.
Segundo informações fornecidas pela PRF, a prisão de Emma Spinner aconteceu após uma consulta à placa de um veículo Hyundai HB, que estava sendo conduzido por outra pessoa. Durante a verificação, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra a proprietária do carro, que no momento estava no veículo como passageira. O mandado foi emitido pela 2ª Vara Criminal de Divinópolis, cidade natal da influenciadora.
Ela foi imediatamente encaminhada ao plantão da Polícia Civil em Betim, onde passou por procedimentos legais padrão.
Crimes
A prisão de Spinner está relacionada a acusações de crimes virtuais. Em julho deste ano, a Polícia Civil (PC) de Divinópolis abriu inquérito para investigar as ocorrências contra a honra e ameaça, que teriam sido feitas pela influenciadora através das redes sociais, onde ela tem mais de 70 mil seguidores. Na época, pelo menos 14 pessoas haviam realizado denúncias de difamações e calúnias publicadas nas redes sociais da suspeita.
As investigações da seguiram e, no início de setembro, a Delegacia Regional de Divinópolis concluiu que Emma Spinner havia, de fato, cometido crimes contra a honra, prática de discriminação religiosa e ameaças, causando sofrimento psicológico e prejuízos financeiros a inúmeras vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, a investigada chegou a solicitar dinheiro de uma das vítimas, afirmando que cessaria as ofensas e a imputação de fatos criminosos caso recebesse o pagamento. A vítima, porém, recusou a exigência, e as ofensas por parte da influenciadora continuaram.
Essas investigações revelaram também que a suspeita estava morando nos Estados Unidos com visto temporário e possuía histórico de problemas psiquiátricos.
Indiciada
Então, diante dessas investigações, o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça com o indiciamento da influenciadora em 66 crimes, sendo eles:
- Extorsão (uma vez);
- Denunciação caluniosa (uma vez);
- Discriminação religiosa qualificada pelo uso de redes sociais (seis vezes);
- Injúria racial (uma vez);
- Ameaça (oito vezes);
- Calúnia qualificada pelo uso de redes sociais (13 vezes);
- Difamação qualificada pelo uso de redes sociais (25 vezes);
- Injúria qualificada pelo uso de redes sociais (11 vezes).
Foram identificadas mais de 30 vítimas, com 21 boletins de ocorrência registrados.
Os levantamentos indicaram, ainda, que a influenciadora mantinha quatro perfis principais, que foram removidos a pedido da Polícia Civil de Minas Gerais. No entanto, ela criou novas contas para continuar os ataques.
A PC também solicitou prisão preventiva de Spinner e a quebra do sigilo telemático das contas, visando identificar terceiros que encaminharam a ela informações com cunho criminoso.
Desde então, a influenciadora estava com um mandado de prisão em aberto, que foi constatado pelos policiais no momento da checagem da placa do carro, na segunda-feira.
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