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Preto no Branco 15/08/2023

Por Portal Agora
Preto no Branco 15/08/2023

Rendeu 

A possível candidatura de Edsom Sousa (CD) à Prefeitura nas próximas eleições, com apoio da cúpula do PV no Estado, causou um certo mal-estar entre dois ou três integrantes da sigla e a direção em Divinópolis. A notícia foi dada em primeira mão por este PB na semana passada e chegou a BH, especialmente, ao gabinete do principal nome do Partido Verde em Minas na atualidade, a deputada Lohanna França. Claro que ainda não tem nada definido, mas o anúncio de alguém que poderia atrapalhar os planos de A ou B, já incomoda, visto que a disputa de 2024 promete mobilizar  políticos, que ocupam cargos ou não, e ser uma das mais acirradas dos últimos anos. Isso, se não for bem pior do que se possa prever. Os bastidores vêm mostrando isso desde o ano passado. 

'Normal'

Percebe -se essa movimentação visando 2024, a partir da volta do recesso em julho de 2022, porém, isso é perceptível para quem acompanha a política local bem antes disso. A movimentação nos corredores do Legislativo e Executivo começa logo quando ocorrem os primeiros desentendimentos entre os dois poderes. É acusação daqui, de lá. Vereador que vira a casaca, uns que ficam em cima do muro e outros que puxam a sardinha para o prefeito, ou se declaram oposição ferrenha. O que costuma ser normal num jogo de disputa de poder e ego. No entanto, em Divinópolis, é preciso moderação, pois já passou de todos os limites toleráveis. Muito vídeo, disputa de paternidade de obra, discussões com palavreados de baixo calão e pouca efetividade nas ações. A população não merece e não pode ficar no meio desse "tiroteio", pois a única culpa que ela tem é de não saber escolher seus representantes, mas mesmo assim, paga caro seus salários. 

Apertado 

Por falar em salários altos, essa loucura para ocupar um cargo não é de hoje, porém, piorou bastantes desde quando os políticos começaram a receber e muito bem, para ocupar um cargo e representar o povo. Antigamente, e não tão longe assim, basta ver na história o exemplo dos primeiros políticos em Divinópolis, não se recebia nada. Os "verdadeiros” representantes do povo não tinham essa vantagem para ocupar os cargos, o que não os impedia de realizar um grande trabalho. Basicamente por amor a cidade e seus moradores. Como o que é bom, passa rápido, os cargos começaram a ser remunerados e a "danação" por dinheiro encheu a política de mal caráter e corrupção. O papel se inverteu completamente. O que era para cuidar dos seus representados, levar dignidade, se transformou em perpetuar no poder, nem que para isso, tenha que se passar como um trator em cima do outro. Não por acaso, boa parte da população que já não tinha o mínimo, como um atendimento mediano na Saúde, agora passa até fome. 

Língua 

O falar demais deixa as ações dos políticos atuais a desejar e, vira e mexe, “entram numa saia justa”. Mesmo estando mais do que provado que abrir a boca demais e sem pensar pode levar a uma situação irreversível, a língua não para. Exemplo disso foi a fala do governador Romeu Zema (Novo), na semana passada, sobre a criação de uma frente política em defesa do "protagonismo" de Estados do Sul e do Sudeste. Do último dia 6 para cá, da fatídica entrevista, a polêmica rola solta. Claro, que como nos demais assuntos no meio, há os que criticaram de forma ferrenha e os que defendem uma separação definitiva entre Sul e Norte do Brasil. Talvez, pelo lado econômico e social, seria uma ideia a ser estudada e que beneficiaria a população dos estados envolvidos. O problema é o jeito de falar que soou um tom discriminatório. Depois, até tentou se defender afirmando que não foi o que ele quis dizer. O problema é “tentar recuperar o leite derramado”! Melhor é frear a língua. 

Inadequada 

Ao anunciar o novo Consórcio Sul-Sudeste (Cossud), o governador comparou o país a um produtor rural que dá "tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito”. Mesmo assim, afirma que a união do Sul e Sudeste jamais será para diminuir outras regiões. Uma das críticas veio do deputado federal e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB). Disse que "infelizmente, Zema, talvez por não ter se expressado da forma adequada, acabou por criar mais problemas que as soluções que busca". Vale ressaltar, que a  Constituição brasileira não permite a independência de Estados da Federação. 

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