Preto no Branco 20/04
Se a moda pega
Como se não bastasse a atitude de alguns alienados em invadir escolas e se vingar de crianças inocentes, situação que vem tirando o sono dos pais e mobilizando autoridades da segurança pública, a atitude de uma mulher quase idosa pegou até os mais céticos de surpresa. Ela tem 58 anos e foi presa nesta terça-feira, após entregar uma caixa com uma bomba falsa em uma das unidades das Lojas Zema, da família do governador Romeu Zema (Novo), em Araxá. Além do aparato assustador, havia dentro dele uma carta endereçada nominalmente ao governador de Minas Gerais. Em tempos em que a moda é acreditar em fake news e gente disposta a “tocar o terror”, se a moda pega, não vai demorar aparecer ocorrências semelhantes.
‘Postura incomum’
O fato é que até agora o teor da carta e o objetivo da mulher que teria demonstrado uma "postura incomum" ao deixar o pacote, é desconhecido. Resta saber se agora que ela está presa, vai “abrir o bico”. O que se sabe até o momento é que ela é natural de São Paulo, mas se ao tentar fugir para Uberlândia, voltaria para seu estado de origem, ainda é uma incógnita. O Governo de Minas diz buscar medidas para a responsabilização do ato. Se é que isso pode ser atribuído a ela. Do jeito que as coisas andam, o negócio é duvidar de tudo e de todos.
Passou no 2º
E não é que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em 2° turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG) da lista de atribuições da Polícia Civil? O texto recebeu 53 votos favoráveis. Houve 17 manifestações contrárias — a maioria de parlamentares de partidos de esquerda, que compõem uma coalizão de oposição a Zema. A PEC do Detran faz parte da reforma administrativa que Romeu Zema (Novo), pretende fazer. O objetivo é entregar a administração da autarquia de trânsito à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Se for para melhorar o serviço, ótimo. Provavelmente, o governador achou mais prático e barato do que aumentar o efetivo da PC e equipar a corporação que há anos vem capengando.
Dois pesos e...
Aprovado em tempo recorde pelo plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2º turno, o reajuste foi de, aproximadamente, 300% para o governador Romeu Zema (Novo), seu vice, secretários e os adjuntos de Estado. Agora, caberá ao próprio Zema a sanção em até 15 dias. Por outro lado, os deputados da base de apoio do governador Romeu rejeitaram emenda apresentada pelo deputado Sargento Rodrigues (PL) que permitia o reajuste dos servidores das forças de segurança em 35,4% para recompor perdas inflacionárias. Dois pesos e duas medidas? Situações parecidas e tratadas de formas completamente diferentes? Quem precisa mais? Simples. Levanta das cadeiras confortáveis e troca de função com um policial militar, por exemplo, por um dia que seja na rua. Dá canetada e gritar no plenário é fácil. Agora, viver a situação, aí a coisa muda completamente de figura.
Apenas negociar
O reajuste dado ao governador e seu clã é superior aos 147,79% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2023, é mesmo distribuído em três parcelas até fevereiro de 2025 vai pesar no orçamento. Ao fim da terceira parcela o salário de Zema vai chegar a R$ 41.845,49 e dos secretários vai passar de R$ 30 mil. Ao falar do reajuste para segurança, o deputado Gustavo Valadares (PMN), disse apenas que o governo está aberto às negociações com os servidores. Simples, não? Isso porque a situação do país, e Minas Gerais não fica de fora, quase não está precisando de segurança, né! Cada um que segure a sua bronca.
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